IA quantifica influência do tabagismo no envelhecimento

IA quantifica influência do tabagismo no envelhecimento

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Não é raro ouvirmos alertas sobre como fumar pode gerar sérias consequências. Mas, se você ainda precisa de argumentos para largar de vez esse hábito terrível, agora você tem mais uma justificativa: a atuação da Inteligência Artificial (IA) ao avaliar a forma como o tabagismo age em nível bioquímico.

Pesquisadores da Insilico Medicine, empresa de biotecnologia com base nos Estados Unidos, treinaram um algoritmo de Inteligência Artificial para identificar a diferença de idade biológica do sangue de fumantes e não fumantes, como contaram para a revista Scientific Reports. "Neste estudo, demonstramos pela primeira vez que a consequência de fumar pode ser prevista por meio da bioquímica do sangue, utilizando os resultados da contagem de células e os recentes avanços na Inteligência Artificial (IA)", explicaram os cientistas.

Em média, as mulheres que fumam foram identificadas como duas vezes mais velhas que a sua idade real, em comparação com as não fumantes. Para os homens, esse número caiu um pouco, em média 1,5. O resultado, porém, só foi observado em pessoas com menos de 40 anos. Os resultados do novo estudo foram publicados recentemente em um artigo intitulado "Análise Bioquímica do Sangue para Detectar o Status do Tabagismo e Quantificar o Envelhecimento Acelerado em Fumantes".

Os pesquisadores forneceram à Inteligência Artificial o sangue de 149 mil pessoas, coletados por meio de exames de sangue de rotina. Desse total, 49 mil eram fumantes. A máquina então aprendeu a buscar no sangue padrões baseados em 66 biomarcadores relacionados ao envelhecimento, incluindo os níveis de hemoglobina glicada, ureia, glicose em jejum, ferritina, entre outros.  

Depois de treinada, a Inteligência Artificial foi desafiada a adivinhar a idade do "sangue" com base na bioquímica presente nele. Eles descobriram que a IA era perfeitamente capaz de identificar a idade de pessoas não fumantes. Mas se fosse um fumante com idade inferior a 40, ela previa que sua idade biológica era "significativamente maior do que a idade cronológica".

Embora esse tenha sido o primeiro estudo a utilizar os resultados de exames de sangue para quantificar a influência do tabagismo no envelhecimento, outros já identificaram sinais como o impacto no envelhecimento epigenético (do material celular). Como você já deve imaginar, os resultados também são ruins com a influência do tabagismo. "Tenho prazer de fazer parte do estudo, que fornece evidências científicas fascinantes", ressaltou Polina Mamoshina, pesquisadora sênior da Insilico Medicine.

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