Atração radioativa: descobriram baldes com urânio em museu no Grand Canyon
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Atração radioativa: descobriram baldes com urânio em museu no Grand Canyon

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Todo mundo sabe que devemos manter distância de substâncias radioativas, certo? Pois imagine o susto que os responsáveis pelo Museu do Grand Canyon, uma popular atração nos EUA, não levaram ao descobrirem que alguém deixou baldes de urânio no interior do edifício e que milhares de pessoas foram expostas a perigosos níveis de radiação!

Atração radioativa

A descoberta aconteceu totalmente por acaso – quando o filho de um dos funcionários do Grand Canyon resolveu “brincar” no interior do museu com seu contador Geiger, um instrumento usado para medir a radiação ionizante, e o aparelho soou o alarme. Mais precisamente, o dispositivo detectou radiação em uma sala dedicada a animais empalhados, e os oficiais mobilizados para checar a situação encontraram três recipientes cheios até o topo com minério de urânio.

(Reprodução/Science Alert/AZ Central/Elston Stephenson)

Segundo as autoridades, um dos recipientes (um balde de 19 litros) estava tão cheio que nem fechava direito, e o pior: o material estava ali, esquecido em um canto, há quase 2 décadas! Isso significa que, durante esse tempo todo, turistas, funcionários, crianças e excursões escolares passaram pertinho de uma perigosa fonte de radiação – sem saber.

E mais: os recipientes ficavam em um local onde normalmente os visitantes paravam para ouvir palestras ou assistir a demonstrações no museu e, portanto, calcula-se que milhares de pessoas tenham sido expostas à radiação. Segundo as estimativas, os níveis de exposição seriam 4 mil vezes superiores ao considerado seguro para crianças, e 400 vezes para adultos.

No entanto, era comum que estudantes ficassem por ali durante as palestras – que podiam durar mais de meia hora –, então imagine o perigo! Para se ter ideia, para adultos, menos de 30 segundos de permanência ao lado dos recipientes já seriam suficientes para causar exposição, e no caso dos pequenos bastariam só 3 segundos para que eles fossem expostos à radiação.

Denúncia

A descoberta aconteceu em março do ano passado, mas a notícia só foi divulgada agora porque o responsável pela segurança do Parque, Elston Stephenson, entrou em contato diversas vezes com autoridades competentes, cansou de esperar que tomassem providências e resolveu denunciar a situação compartilhando a informação com a imprensa.

De acordo com Stephenson, ele só foi informado da existência dos recipientes contendo o urânio em junho, e eles primeiro foram transladados a outra sala do edifício. Depois, os conteúdos dos baldes foram descartados – em segurança, dizem – em uma mina abandonada. Incrivelmente, os recipientes radioativos voltaram a ser levados ao museu, mas foram encontrados em novembro e removidos de lá.

(Reprodução/CNN)

Segundo os oficiais do museu, os níveis de radiação no local já foram controlados e voltaram ao normal, então não há mais riscos aos visitantes. No entanto, o caso ainda está em investigação, e os responsáveis pela instituição aconselharam funcionários e membros do público preocupados com possíveis consequências à saúde a buscarem orientação médica.

De acordo com o que foi apurado e divulgado, os recipientes contendo o urânio se encontravam no porão da sede da administração do parque e, por alguma razão, foram levados ao museu quando o local foi inaugurado, no ano 2000. Contudo, ninguém sabe dizer de onde surgiram os baldes nem quem foi o responsável por armazenar o material no Grand Canyon.

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