Cientistas podem ter achado caminho para apagar formação de memórias
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Cientistas podem ter achado caminho para apagar formação de memórias

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O eterno sonho humano de apagar memórias pode estar cada vez mais perto de se tornar realidade. Cientistas da Universidade de Madri, na Espanha, conseguiram interferir no armazenamento da memória, abrindo brechas para uma investigação que poderia culminar com a possibilidade de apagarmos traumas do passado com algum tipo de tratamento – no caso, anestésico na dose certo.

A memória leva um tempo para se consolidar no cérebro. As mais recentes, portanto, são as mais fáceis de manipular, a princípio, já que ainda não estão enraizadas. E foram nelas que os pesquisadores se debruçaram no estudo, que contou com pacientes que iriam fazer procedimentos de gastroscopia ou colonoscopia e teriam que utilizar o anestésico propofol. Do contrário, dificilmente os cientistas teriam tido a autorização para usar esse potente fármaco em um experimento.

Primeiramente, os voluntários assistiram a duas apresentações de slides enquanto ouviam duas histórias trágicas e violentas. Uma semana mais tarde, eles reviam o primeiro slide de uma das histórias, mas eram questionados sobre a outra. Na sequência, uma dose de propofol lhes era aplicada, apagando as pessoas. Logo ao se recuperarem, aparentemente a memória das duas histórias – e não só da que foi ativada antes do propofol – pareciam intactas.

Ainda deve levar um tempo para algo parecido com o que foi visto em "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças" (Imagem: Divulgação Universal Studios)

Acontece que os voluntários testados mais de 24 horas depois do uso do propofol costumavam ter uma perda significativa de memória da história que havia sido previamente ativada! O começo e o final de ambas continuavam bem rememoráveis, mas a parte intermediária de uma delas havia se tornado uma névoa na mente da pessoa.

Ainda que uma pílula para o esquecimento seja possível daqui a alguns anos, é muito improvável, entretanto, que ela seja capaz de apagar grandes espaços de tempo, como um relacionamento de longa duração, por exemplo. Mas para traumas mais específicos ou lembranças ruins, não custa nada continuar sonhando.

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