Pegue carona com estes pinguins e descubra o que rola quando eles mergulham

Pegue carona com estes pinguins e descubra o que rola quando eles mergulham

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Se você alguma vez se perguntou o que é que os pinguins aprontam quando mergulham no mar, esta é a sua chance de matar a curiosidade! Isso porque, de acordo com Katy Evans, do site IFLScience!, pesquisadores da Universidade Nelson Mandela, na África do Sul, equiparam um grupo de pinguins com câmeras para observar seu comportamento debaixo d’água – e descobrir mais sobre seus hábitos alimentares.

Tchibum!

Os pesquisadores suspeitavam que esses adoráveis animais poderiam ter uma espécie de parceria com aves marinhas – pássaros adaptados para viver em regiões costeiras e cuja alimentação é baseada principalmente na caça de animais que habitam no mar. Pois, no caso das aves, elas se apoiam nos sentidos do olfato e visão para capturar suas presas e, quanto menor a profundidade em que elas se encontram, maior o sucesso dos ataques.

Na realidade, os cientistas notaram que as aves marinhas pareciam buscar os pinguins na hora de procurar alimento e resolveram equipar 20 desses bichinhos com câmeras para comprovar sua teoria. Os pássaros selecionados para se tornarem cinegrafistas eram todos pinguins-africanos (Spheniscus demersus) e “residentes” da reserva natural Stony Point, situada no extremo sul da África do Sul.

Esses animais podem parecer meio desajeitados em terra firme, mas são capazes de mergulhar a 100 metros de profundidade! E os pinguins equipados com as câmeras realizaram 57 mergulhos, somando 31 horas de filmagens no total. As sequências foram capturadas ao longo de 4 estações de acasalamento, entre os anos de 2015 e 2018, e revelaram que as aves não agem tão diferente assim de criaturas como orcas e golfinhos na hora de caçar suas presas. Assista a seguir:

Os vídeos mostraram que, frequentemente, os pinguins mergulhavam até os 30 m de profundidade, reuniam cardumes de anchovas e as guiavam para a superfície, a cerca de 5 m, onde partiam para o ataque e capturavam seus lanches. Já as aves marinhas – espertinhas – avistavam os mergulhadores e aproveitavam a oportunidade para participar da comilança.

Os pesquisadores não sabem dizer qual é a vantagem para os pinguins em ajudar as outras aves, mas o comportamento certamente tem um papel importante na alimentação desses animais, especialmente quando há escassez de presas, e em toda a comunidade marinha, na verdade. Afinal, segundo os cientistas, os pinguins são capazes de rastrear a distribuição de cardumes nos arredores de suas colônias de acasalamento, podendo identificar a sua presença até 40 km de distância desses locais, e suas táticas de caça acabam ajudando outras populações a obter alimento.

É uma pena que essa espécie de pinguim se encontre na lista de espécies ameaçadas de extinção. Segundo as estimativas, de 2004 para cá, a população de pinguins-africanos sofreu uma redução de 70% e hoje existem apenas 50 mil adultos vivendo na natureza. A principal causa do declínio são atividades humanas – surpresa! –, especialmente a pesca comercial, e entender os hábitos alimentares desses animais pode ajudar os cientistas a encontrar formas de ajudá-los a sobreviver.

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