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Corrida espacial: 5 coisas que você não deve saber sobre ela

A corrida espacial sempre rendeu excelentes histórias — seja para a TV, seja para o cinema. Mas há detalhes que nem mesmo o mais desvairado dos roteiristas poderia imaginar. Confira abaixo a lista e divirta-se.

1. Taikonautas ao espaço

EUA e URSS inventaram, cada país, sua maneira de designar os seus viajantes espaciais: a NASA chamou de astronauta (ou “marinheiro das estrelas”) e a agência russa, de cosmonautas (“marinheiro do cosmos”). Com a entrada da China na corrida espacial, uma nova denominação surgiu: taikonautas (“marinheiro espacial”). 

O primeiro nome pensado para designar os integrantes dos voos espaciais do programa chinês era chinanauta que, felizmente, foi logo descartado. (Fonte: ListVerse/Reprodução)

Na verdade, os chineses haviam se decidido primeiro por yuhangyuan (navegador espacial), antes de bater o martelo pelo nome escolhido: taikonauta, além de terminar com nauta, é mais fácil de pronunciar por quem não fala chinês.

2. Segundo da fila

Enquanto o mundo aguardava o lançamento da Apollo 11, os EUA se perguntavam quem teria, afinal, a honra de ser o primeiro homem a pisar na Lua. Buzz Aldrin era a resposta natural, já que ele ocupava o assento direito da cápsula (era o primeiro a deixar a espaçonave). Mas o destino quis que a porta do módulo lunar da Apollo fosse movida para o outro lado — e era Neil Armstrong quem se sentava ali. Aldrin precisaria passar por cima dele para ser o primeiro homem na Lua (ele tentou, durante a preparação na Terra, e acabou danificando o módulo de teste).

A seu favor como primeiro, Armstrong contava com sua posição tanto real como burocrática: ele era o comandante do módulo. Por conta disso, acabou monopolizando a única câmera: assim, existem pouquíssimas fotos dele na superfície lunar (e, por falta de identificação nas roupas, muitas vezes não se sabe quem é quem).

Em imagem capturada por Neil Armstrong, pode-se ver Buzz Aldrin se preparando para descer do módulo lunar. (Fonte: NASA History/Divulgação)

3. Movimento filosófico como motor da corrida espacial

A origem de um programa espacial soviético remonta, na verdade, ao Cosmists, um movimento russo surgido em fins de 1800 que pensava sobre a origem, a evolução e o futuro do cosmos e da humanidade. Influenciado pelo Cosmits, Konstantin Tsiolkovsky (1857-1935), considerado o pai da cosmonáutica, foi o primeiro a chegar à conclusão de que seria possível ir ao espaço em foguetes de vários estágios usando propulsão líquida.

 Página 55 do artigo de Tsiolkovsky de 1933, Álbum de Viagens Espaciais, com o desenho de uma estufa no espaço. (Fonte: Academia Russa de Ciências/Divulgação)

4. Tradições bizarras

O programa espacial russo tem algumas tradições. Uma delas é os cosmonautas assistirem, na noite anterior ao um lançamento, o filme russo de 1970 Sol Branco do Deserto (que narra as aventuras de um soldado durante a Guerra Civil russa). 

Uma estátua de Comrade Sukhov, o protagonista de Sol Branco do Deserto, é inaugurada em Samara, na Rússia, em dezembro de 2012.

A outra é mais prosaica: mijar em um pneu. Diz a lenda que, a caminho da plataforma de lançamento, em 1961, Yuri Gagarin (aquele que seria o primeiro homem no espaço) pediu ao ônibus que parasse para que ele pudesse fazer xixi contra o pneu traseiro direito. Até hoje, os cosmonautas fazem o mesmo (as cosmonautas levam sua urina em um frasco para ser espirrada na roda).

5. Fim da missão: botar o lixo para fora

Como a cabine do módulo lunar americano era pequena, foram usadas bolsas descartáveis para aliviar o peso na volta, jogando fora embalagens de alimentos e bolsas de urina e fezes.

Sacos de lixo foram deixados pelos astronautas americanos — provavelmente, já desintegrados pela radiação, assim como a bandeira americana fincada em solo lunar. (Fonte: NASA History/Reprodução) 

Em cada uma das missões americanas à Lua, pelo menos uma bolsa cheia de lixo, medindo 101 cm por 70 cm,  foi empurrada pela escotilha e deixada em solo lunar.

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