Cientistas descobrem novo tipo de vírus da AIDS

Cientistas descobrem novo tipo de vírus da AIDS

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Um novo tipo do vírus HIV foi identificado por um grupo de cientistas da empresa de equipamentos médicos Abbott em parceria com pesquisadores da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos. A novidade pode ajudar a evitar futuros surtos da doença e a planejar novos tipos de tratamentos. Descobertas deste tipo não aconteciam há quase 20 anos.

Chamado de cepa L e pertencente a um dos quatro grupos do vírus da AIDS — o M — este organismo foi coletado, na verdade, em 2001, na República Democrática do Congo, como parte de um estudo de prevenção da doença na transmissão de mãe para filho, de acordo com o artigo publicado no Journal of Acquired Immune Deficiency Syndrome (JAIDS) na última quarta-feira (6).

Ainda segundo a publicação, a primeira amostra deste subtipo do vírus foi identificada entre os anos de 1983 e 1990, mas naquela época não havia tecnologia suficiente para a realização do sequenciamento de genomas, levando os cientistas a não ter a certeza de que todas as cepas faziam parte do mesmo grupo.

A nova cepa descoberta faz parte do Grupo M do vírus HIV. (Fonte: Freepik)

Com a evolução da tecnologia e o surgimento da engenharia genética, o subtipo L pôde finalmente ser estudado a fundo, comprovando que as três cepas encontradas ao longo dos anos faziam parte do mesmo grupo — era necessária a identificação deste organismo em pelo menos três pessoas para que ele fosse classificado como um novo tipo, o que acabou acontecendo.

A importância da descoberta

A identificação do novo subtipo do vírus HIV é essencial para a criação de novos medicamentos e vacinas para tratar a Aids e erradicar o vírus, a partir do acompanhamento do seu funcionamento dentro do organismo humano.

Para alguns cientistas, como a professora da Universidade do Missouri Carole McArthur, uma das autoras do estudo, a descoberta também mostra como o HIV tem o poder de mudar e evoluir, e por isso precisa ser acompanhado bem de perto para evitar novas pandemias.

Segundo os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 37 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com o HIV, das quais 870 mil são brasileiras.

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