Cientistas fazem germinar sementes com 2 mil anos de idade

Cientistas fazem germinar sementes com 2 mil anos de idade

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Sementes de tamareira, uma espécie de palmeira, conseguiram se desenvolver após dois milênios devido aos estudos liderados por Sarah Sallon, doutora no Centro Médico Hadassah, em conjunto com o seu time. A equipe começou a pesquisa nesse âmbito em 2005, quando tentou germinar sementes encontradas em Masada, uma antiga fortaleza natural em Israel.

Foi a partir desse primeiro estudo, através do radiocarbono, que Sallon e os outros pesquisadores puderam confirmar que as sementes possuíam em torno de 2 mil anos. Quando a planta se desenvolveu com sucesso, ela foi nomeada como Matusalém, uma figura bíblica conhecida por viver até os 969 anos, de acordo com o livro cristão.

(Fonte: Sallon/SciAdv/Reprodução)
(Fonte: Sallon/SciAdv/Reprodução)

Futuro da pesquisa

Quinze anos depois, Matusalém agora tem seis contemporâneos: Adam, Hannah, Uriel, Boaz, Jonah e Judith. Todos, assim como seu predecessor, germinaram de sementes antigas. A própria Sarah ficou surpresa quando percebeu que seu experimento estava dando certo, a pesquisadora chefe contou.

As novas plantas que germinaram são importantes para que a equipe possa fazer estudos que não foram possíveis antes, como o progresso de crescimento adequado. O processo de manutenção de sementes tão antigas, por incrível que pareça, não é tão diferente das mais recentes.

Das seis sementes estudadas por Sallon e seu time, cinco foram encontradas em Masada ou nas Cavernas de Qumran, onde foram descobertos os Manuscritos do Mar Morto. A sexta semente foi encontrada nas cavernas de Wadi Makukh.

O estudo é muito valorizado mundialmente por dar a possibilidade de entender como funciona a genética de sementes que não são mais encontradas na atualidade.

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