Esqueletos de 48 mortos pela peste bubônica são descobertos

Esqueletos de 48 mortos pela peste bubônica são descobertos

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Uma das maiores pandemias mundiais, a peste bubônica, chegou a eliminar metade da população da Inglaterra entre 1348 e 1349, tudo em apenas 18 meses. No entanto, apesar de tais proporções, o fenômeno tem poucas evidências. Por isso, a descoberta de corpos em Lincolnshire, na Inglaterra, é tão importante para compreender melhor esse período.

A Yersinia pestis — bactéria responsável por causar essa doença — afetou toda a sociedade, mas, entre os esqueletos analisados, mais da metade pertenciam a indivíduos que não haviam passado nem mesmo dos 17 anos. O local foi descoberto em 2012, porém continha tantos cadáveres que levou muito tempo até que fosse devidamente analisado, afirma a equipe responsável pela pesquisa.

(Fonte: Antiquity/University of Sheffield/Reprodução)
(Fonte: Antiquity/University of Sheffield/Reprodução)

O que é possível compreender com os corpos encontrados

Os cadáveres encontrados em Lincolnshire podem apontar que essa peste não atingiu apenas o meio urbano, causando desespero também na zona rural — tendo em vista que apenas uma vala comum teve que abrigar 48 mortos.

Perto do local onde foram encontrados, havia também um hospital medieval. Isso levou os pesquisadores a interpretar que aquele havia sido o local onde as pessoas eram tratadas em última instância e, quando não conseguiam superar a peste, acabavam na vala comum.

No entanto, a organização dos esqueletos sugere que nada era feito às pressas. Segundo Hugh Willmott, quem liderou a pesquisa, a posição na qual os ossos foram encontrados pode indicar que algum tipo de ritual foi realizado antes de enterrá-los.

Ele ainda reforça o grande potencial da humanidade em se recuperar: a peste bubônica matou inúmeras pessoas, mas, apenas 1 século depois, a quantidade populacional havia assumido novamente o seu equilíbrio, comentou Willmott em entrevista à LiveScience.

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