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Recontaminação por covid-19 é descartada na Coreia do Sul

As capacidades do novo coronavírus e como ele funciona têm intrigado cientistas pelo mundo todo, e uma das principais preocupações de médicos e pesquisadores é a possibilidade do vírus infectar uma pessoa novamente ou, talvez ainda pior, continuar presente na pessoa mesmo após ela estar curada. 

O começo da preocupação

A preocupação apareceu quando alguns pacientes que já estavam curados foram diagnosticados com a presença do Sars-Cov-2 em seus organismos. Vários países divulgaram essa situação, entre eles a Coreia do Sul.

Na Coreia, aproximadamente 260 pessoas que estavam curadas, e que já haviam testado negativo para o vírus, acabaram registrando positivo em novos exames. Entretanto, o país asiático anunciou nesta quinta-feira (30) que, na verdade, esses resultados eram referentes apenas a partículas mortas do novo coronavírus que acabaram "enganando os testes". 

(Fonte: Pexels)(Fonte: Pexels)

Descoberta sul-coreana

A informação foi divulgada pelo jornal The Korea Herald  e confirmada pelo Centro de Controle de Doenças e Prevenção do governo da Coreia do Sul. Segundo a publicação, uma pesquisa feita pelo Dr. Oh Myoung-don, professor e chefe do Hospital Nacional Universitário de Seoul, descobriu que as pessoas não havia sido reinfectadas pelo vírus.  

Dr. Oh contou ao periódico que, na verdade, os testes detectaram a presença do RNA morto do novo coronavírus. Isto é, foram encontrados apenas fragmentos já inativos do vírus causador da doença.

A informação confirmou as teorias de cientistas mundo afora, que eram extremamente céticos quanto a possibilidade da covid-19 ser reativada em uma pessoa, entretanto, a possibilidade de um reinfecção ainda existe e segue preocupando as autoridades.  

Coreia do Sul é referência no combate à covid-19

O país asiático tem sido visto por muitos como o exemplo a ser seguido nos métodos de combate e de estudo do novo coronavírus. Isso porque foi um dos primeiros a confirmar a presença do vírus e, também, um dos mais ligeiros a notar a gravidade da situação, promover mudanças de hábitos na população, implementar testes e rastreamento de contágios, e, também, tratar da desinfecção pública e hospitalar com limpezas diárias. 

Limpeza de metrô em Seoul, na Coreia do Sul. (Fonte: YONHAP/AFP)Limpeza de metrô em Seoul, na Coreia do Sul. (Fonte: YONHAP/AFP)

Hoje, meses após os primeiros casos aparecerem na Coreia do Sul, o país contabiliza apenas 248 mortes por conta do vírus, enquanto o Brasil, por exemplo, já atingiu, em menos tempo, mais de 6.500 óbitos. 

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