Pesquisa da Nasa deixará voluntários trancados e isolados por 8 meses

Pesquisa da Nasa deixará voluntários trancados e isolados por 8 meses

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O isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus fez com que milhares de pessoas aprendesse – ou tentassem – a viver em um espaço limitado, sem o tradicional convívio com conhecidos, vizinhos, amigos e familiares.

Até o momento, a sociedade tem tentado se habituar com essa nova atmosfera, mas o que nós estamos sendo “obrigados” a fazer, astronautas precisam fazer para o sucesso de suas missões.

Agora, o isolamento deve voltar a ser fonte de pesquisas científicas com o objetivo de estudar os impactos dos desafios físicos e mentais que missões tripuladas à Marte podem trazer. O programa Artemis da Nasa visa posar humanos na lua e a agência ainda sonha com as missões tripuladas para o planeta vermelho e, para preparar um vasto material científico capaz de dar subsídios para as missões, um novo experimento está “saindo do forno”.

O experimento Nasa-Rússia volta à ativa baseando-se em um estudo anterior, realizado por quatro meses em 2019. Desta vez, a agência procura voluntários dispostos a viver oito meses trancados em um local fechado no Institute for Biomedical Problems, em Moscou.

Instalações russas já serviram de base para outras pesquisas semelhantesInstalações russas já serviram de base para outras pesquisas semelhantes

O instituto já foi utilizado em outras missões simuladas, quando equipes passaram 105 e 520 dias nas instalações em duas missões distintas. Desta vez, serão oito meses dentro de uma instalação fechada onde, segundo a declaração da agência, os voluntários serão submetidos a aspectos ambientais parecidos àqueles que os astronautas devem experimentar em missões futuras à Marte.

De acordo com a Nasa, a equipe viverá junta e isolada enquanto trabalha em pesquisas científicas. Com isso, os participantes devem ajudar os pesquisadores a compreender os efeitos físicos, psicológicos e fisiológicos do isolamento.

Quem pode participar?

A Nasa está em busca de cidadãos norte-americanos entre 30 e 55 anos que falem russo e inglês. Além disso, o candidato deve ter treinamento militar ou PhD, mas diplomas de bacharel ou outra experiência relevante poderão ser consideradas, declarou a agência.

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