Cobras são sociáveis e “amigas”, mostra pesquisa

Cobras são sociáveis e “amigas”, mostra pesquisa

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A fama que as cobras carregam não é das melhores. Vistas como traiçoeiras, antissociais e solitárias, a imagem pode começar a mudar depois de uma pesquisa que mostra que as “cobra-liga”, espécie encontrada na América do Norte e em parte da América Central, podem ser mais “amigas” do que nós imaginávamos.

Na tentativa de desvendar essa natureza secreta das cobras e entender como a socialização pode afetar animais vistos como individuais, como as cobras, o psicólogo comparativo Noam Miller e o estudante de graduação Morgan Skinner, da Universidade Wilfrid Laurier, de Ontário, no Canadá, começaram a estudar várias espécies para analisar as maneiras de interação em grupos.

Skinner então, decidiu estudar 40 cobras-liga jovens avaliando a personalidade e preferências sociais do animal. Para isso, separou as cobras em grupos de 10 e, para identificá-las, colocou pontos coloridos nas cabeças. Uma câmera as acompanhava e, depois de removê-las, limpar o recinto e recolocá-las em posições diferentes, o estudante analisava, por meio das imagens, se elas se reuniriam nos mesmos grupos.

Estudo mostra que cobras são sociáveis e formam grupos de "amigas"Estudo mostra que cobras são sociáveis e formam grupos de "amigas"

Em geral, elas acabavam formando os mesmos grupos. Ou seja, as cobras são adeptas da famosa “panelinha”. “Suas estruturas sociais são surpreendentemente semelhantes às dos mamíferos, incluindo os humanos”, disse Skinner. O resultado da pesquisa foi relatado na revista Ecologia Comportamental e Sociobiologia no mês passado.

Tendência é de seguir comportamento da maioria

Além do comportamento em grupo, os dois também testaram a personalidade individual dos animais e, segundo o estudo, alguns animais eram ousados, explorando por muito tempo o recinto, enquanto outros eram tímidos e presos ao abrigo. Em grupo, a tendência era que elas seguissem o comportamento da maioria, passando cerca de 94% do tempo em um abrigo.

Para Miller, o comportamento social é benéfico especialmente para as cobras mais jovens, com mais chance de sobrevivência e de troca de informações sobre segurança.

Outros estudiosos também observam o comportamento das cobras. “O comportamento social não se limita a um único local, espécie ou família de cobras, diz a hepertologista Melissa Amarello, diretora executiva da organização Advocates for Snakes Preservation.

Portanto, a fama não é exatamente verdadeira e as cobras não são tão traiçoeiras e solitárias assim.

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