Buraco negro: quão perto dá para chegar antes de ser 'sugado'?

Buraco negro: quão perto dá para chegar antes de ser 'sugado'?

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Se você estivesse passando perto de um buraco negro, em que ponto você "cairia lá dentro"? Quão perto você poderia chegar antes de ser "sugado"? A Teoria da Relatividade formulada por Albert Einstein fala sobre uma fronteira chamada ISCO, a sigla em inglês para “órbita circular estável mais interna”. Até ela, é possível estar próximo ao buraco negro sem mais consequências, depois dela, a coisa complica. 

Antes de ser engolido, você seria esmagado

Cada corpo celeste exerce a gravidade correspondente à relação entre sua massa e seu volume. Portanto, passear ao redor de um buraco negro, de uma certa distância, pode ser tranquilo, basta calcular a atração que o fenômeno impõe. Seria o mesmo que voar perto de um planeta ou uma lua. Os problemas começam a aparecer se você for chegando mais perto.

Objetos puxados pelo “abraço gravitacional” de um buraco negro vão fazendo uma órbita cada vez menor ao redor dele. Com o tempo, eles são achatados e ficam com um formato muito fino — é são conhecidos como discos de acreção. São parecidos com feixes de luz e, dependendo de sua densidade, podem ser tão comprimidos que chegam a emitir um brilho muito intenso. 

(Fonte: Brazilian Astronomy)(Fonte: Brazilian Astronomy)

A fronteira sem retorno

O ponto em que até o disco de acreção perde a estabilidade e colapsa é a chamada órbita circular estável mais interna. Dentro dela, tudo é tragado para o centro do buraco negro e não há possibilidade de escapar. Esse limite foi determinado na Teoria de Relatividade, formulada por Einstein, e, só agora, astrônomos estão conseguindo estudá-lo e medi-lo com mais precisão.

Calculando o abismo

Astrônomos conseguiram analisar a radiação emitida de dentro da órbita mais interna por discos de acreção. O resultado foi inconclusivo. Ainda não foi possível determinar a "fronteira" do abismo espacial. Os cientistas afirmam, entretanto, que os dados apurados foram um grande avanço e que, no futuro, com telescópios mais modernos seremos capazes de confirmar a existência da ISCO. Por enquanto, fique longe de buracos negros.

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