Ataque de formiga fica eternizado no âmbar por milhões de anos

Ataque de formiga fica eternizado no âmbar por milhões de anos

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Cientistas descobriram um pedaço de âmbar que preservou uma surpreendente luta entre uma formiga e sua presa há 99 milhões de anos. 

O momento permitiu que os pesquisadores estudassem mais a fundo sobre o espécime que recebeu o nome de hell ant ("formiga do inferno", em tradução). A descoberta foi publicada no Current Biology por pesquisadores da França, Estados Unidos e China.

O âmbar foi encontrado em Myanmar, mas os pesquisadores já tinham conhecimento do grupo de artrópodes do qual o animal fazia parte. Oficialmente conhecida como Ceratomyrmex ellenbergeri, a formiga do inferno viveu durante o período Cretáceo. 

A importância da descoberta 

O momento em que o espécime vai capturar sua presa. (Fonte: Current Biology)
O momento em que o espécime vai capturar sua presa. (Fonte: Current Biology)

Não é comum encontrar um fóssil que capture o exato momento em que um predador segura a sua vítima.

"Como paleontólogos, nós especulamos sobre a função de adaptações antigas usando as evidências disponíveis, mas ver um predador extinto pego no ato de capturar sua presa é inestimável" declarou o professor Philip Barden, líder do estudo, em um comunicado. 

De acordo com Barden, desde a descoberta do espécime há 100 anos, não havia explicação para esses animais serem tão diferentes das formigas atuais, mas o âmbar lançou uma nova luz sobre o assunto. 

"Este fóssil revela o mecanismo por trás do que chamamos de 'experimento evolucionário', e ainda que tenhamos visto numerosos experimentos com registros fósseis, nós normalmente não temos uma visão clara do caminho de evolução que os levou até ali" explica o pesquisador. 

A evolução da formiga do inferno

A forma de alimentação foi a chave para entender sobre a evolução. (Fonte: Current Biology)
A forma de alimentação foi a chave para entender sobre a evolução. (Fonte: Current Biology)

A descoberta também foi fundamental para entender como funcionavam as mandíbulas em formato de foice que se movimentavam de modo vertical para prender as presas contra seu apêndice em formato de chifre.

A partir daí, foi possível entender que o seu estilo de alimentação explicava a razão de as partes da sua boca se moverem diferentemente das formigas atuais. 

Além disso, a equipe confirmou que o espécime pertence a um dos primeiros ramos da árvore evolutiva da formiga.

Mesmo diante das novas descobertas, os pesquisadores ainda querem desvendar o motivo que levou essa e outras linhagens à extinção enquanto os animais que conhecemos hoje prosperaram no planeta.

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