Lendário tubarão-branco Unama'ki é visto no sul dos EUA

De acordo com a NBC Miami, os biólogos americanos tiveram uma notícia para se aventurar nas últimas semanas. Unama’ki, um dos maiores tubarões-brancos do mundo marcado pelos seres humanos, foi identificado nadando no sul de Miami, no estado da Flórida. 

As 5h46 da manhã do dia 5 de novembro, a barbatana dorsal do tubarão rompeu a barreira com a superfície e enviou um sinal de localização para os pesquisadores locais. A última aparição da criatura na região havia sido em 2019, quando realizou a mesma rota pela região de Key Largo, nos Estados Unidos, até o Golfo do México.

A história de Unama’ki

(Fonte: Ocearch)
(Fonte: Ocearch)

A primeira vez que Unama’ki foi marcado aconteceu na Nova Escócia, uma província marítima do Canadá no Oceano Atlântico. Na linguagem indígena do população local dos Mi’kmaq, o nome herdado pelo tubarão fêmea tem o significado de “terra da névoa”. 

Com comprimento de 4,7 metros e pesando 942 quilos, ela é o segundo maior tubarão-branco a já ter sido marcado pela equipe do Ocearch, uma organização sem fins lucrativos que trabalha para rastrear grande animais marinhos. 

Segundo o National Geographic, apesar de seu enorme tamanho, Unama’ki é apenas uma amostra do potencial mortífero da espécie. Os tubarões-brancos são os maiores predadores de peixe no mundo todo e podem alcançar marcas de até 6 metros de comprimento e pesar 2,2 toneladas.

Preservação dos tubarões-brancos

(Fonte: Ocearch)
(Fonte: Ocearch)

Há cerca de um mês, no mesmo local onde Unama’ki foi marcada pela primeira vez, a equipe da Ocearch descobriu mais um tubarão-branco fêmea de 5 metros de comprimento e pesando 1,6 toneladas. O espécime foi batizado oficialmente de Nukumi, uma lendária figura de avó da comunidade dos Mi’kmaq.

Segundo a União Internacional pela Conservação da Natureza, os tubarões-brancos são classificados como “vulneráveis”. Como eles são um dos grandes predadores dos oceanos, sua existência trabalha como peça-chave na manutenção e funcionamento do ecossistema e da biodiversidade.

A expectativa da Ocearch é que a rota traçada por Unama’ki em 2020 os leve até o local onde a fêmea terá seus filhotes e revele um novo berçário de tubarões. Entretanto, como essas criaturas só podem serem rastreadas no ponto em que sobem para a superfície, a missão dos pesquisadores pode ser mais difícil do que parece. 

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