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Oceano: qual a sua profundidade e até onde o homem conseguiu ir?

A resposta para quão profundo são os oceanos é uma das mais misteriosas da humanidade. Afinal, exploradores começaram a mapeá-los há mais de 500 anos, porém calcular a profundidade deles não é tão fácil assim. Por isso, estima-se que ainda exista mais de 95% de área a ser explorada.

Em 1872, navegadores britânicos tentaram calcular essa profundidade com a ajuda de uma corda de 291 quilômetros. A viagem para o feito durou 4 anos, e os exploradores conseguiram coletar diferentes exemplares de pedras, lamas e animais de regiões variadas. Além disso, eles encontraram, realmente, uma das zonas mais profundas dos oceanos: a Fossa das Marianas, que tem uma extensão estimada de 2.540 quilômetros.

Vamos explorar um pouco mais os mistérios dos mares?

(Fonte: Mistérios do Mundo/YouTube/Reprodução)
(Fonte: Mistérios do Mundo/YouTube/Reprodução)

Qual a profundidade do oceano?

Atualmente, cientistas calculam que o oceano tem uma profundidade média de 3,4 quilômetros. Porém, esse número é apenas uma média, e alguns locais são muito mais profundos que isso, como a Fossa das Marianas.

A zona mais profunda conhecida pelo homem é justamente essa fossa, caracterizada por depressões longas e estreitas; e o ponto mais profundo também fica nela, e chamado de Depressão de Challenger (Challenger Deep), com quase 11 quilômetros.

(Fonte: El Confidencial/Reprodução)
A Depressão de Challenger (Fonte: El Confidencial/Reprodução)

No decorrer do tempo, foi possível analisar as características dos oceanos de acordo com a profundidade e, com isso, os cientistas descobriram que algumas espécies precisam de uma certa altitude para sobreviver. No portal The Deep Sea, desenvolvido por Neal Agarwal, é possível conferir algumas criaturas. Porém, apenas 5% dessas profundezas foi estudada, menos do que a superfície de Marte.

Esta é a Lula Colossal, se localiza a aproximadamente 2221 metros abaixo do nível do mar. (Fonte: Deep Sea/Reprodução)
Essa é uma representação da Lula Colossal, que vive a aproximadamente 2.221 metros abaixo do nível do mar. (Fonte: Deep Sea/Reprodução)

O que se sabe sobre os diferentes níveis de oceano?

O nível de 40 metros é a profundidade máxima permitida durante um mergulho seguro. Já o nível de 100 metros pode ser mortal para os seres humanos, porque é neste ponto que começa a síndrome de descompressão.

O primeiro recorde foi quebrado pelo austríaco Herbert Nitsch: ele atingiu 214 metros em um mergulho rápido. Para isso, ficou sem equipamentos de proteção e usou objetos pesados para prender as pernas e a cabeça. Em seguida, o egípcio Ahmed Gabr quebrou esse recorde e atingiu 332 metros.

(Fonte: Tamer Elsharkawy/Reprodução)
Ahmed Gabr em um de seus mergulhos. (Fonte: Tamer Elsharkawy/Reprodução)

O limite de imersão no oceano para submarinos nucleares é de 500 metros. Em dos mil metros, a luz da superfície não alcança mais a região, sendo um local totalmente escuro. Nesse ponto, é possível encontrar lulas gigantes e, para ver os famosos e aterrorizantes peixes abissais, só a partir dos 4 mil metros de profundidade.

Em 2012, o diretor James Cameron foi ainda mais fundo e conseguiu alcançar o nível de 10.898 metros, e as imagens captadas no mergulho foram disponibilizadas no filme Deepsea Challenge 3D. Ele foi a terceira pessoa que tentou atingir o nível mais profundo do oceano e a primeira que fez isso sozinha.  

Para finalizar, há a Depressão de Challenger, que fica a 10.994 metros abaixo do nível do mar. 

Como foi mencionado, pouco foi explorado sobre os oceanos. Logo, é provável que mistérios e pontos ainda mais profundos do que a Depressão de Challenger existam por aí.

Os oceanos estão começando a se expandir

Estudos das placas tectônicas revelam que os oceanos estão se expandindo gradativamente. O fenômeno está relacionado à atividade sísmica do manto de magma localizado no Dorsal do Atlântico Norte. Embora estudos anteriores apontassem que as placas não eram tão ativas, os registros mostram atividades mais frequentes do que o esperado.

Com isso, a taxa de 5% de exploração pode ser ainda menor nos próximos anos, conforme as águas se expandem.

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