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Pesquisadores encontram fóssil de 3 criaturas se comendo

Em um artigo publicado na Swiss Journal of Palaeontology, uma equipe de pesquisadores alemães relatou um feito histórico para a arqueologia. Em um dos campos de escavação da Alemanha, os pesquisadores encontraram um intrigante fóssil de três animais se comendo — evidenciando uma relação de predador-presa.

O fóssil, que é composto por um crustáceo antigo, uma lula e um possível tubarão faminto, é uma rara representação de criaturas que viviam há 180 milhões de anos interagindo entre si. Na grande maioria das vezes, os restos fossilizados encontrados de milhões de anos são de animais por conta própria enquanto viviam solitários.

Descoberta excitante

(Fonte: Christian Klug/Divulgação)(Fonte: Christian Klug/Divulgação)

O fóssil encontrado nas redondezas do município de Holzmaden é descrito como proveniente do período Toarciano e foi descoberto por um "colecionador amador", que teria tropeçado por acaso em um achado absolutamente incrível. Dentro do campo da arqueologia, fósseis de animais interagindo foram encontrados interagindo em raras ocasiões.

Na maioria das vezes, esse tipo de fóssil representa animais de uma mesma espécie ou no máximo duas espécies. Portanto, essa ocasião é bastante chamativa para os pesquisadores, já que os fósseis fornecem informações sobre as próprias criaturas, mas também sobre seus comportamentos e relações predatórias.

Através das informações coletadas pela equipe de trabalho, o cenário mais provável para que a cena fossilizada tivesse acontecido seria a seguinte: a lula provavelmente agarrou o crustáceo - um animal pouco com uma lagosta ou caranguejo, mas que tinha "garras longas e finas" - e estava no meio de abri-lo para um banquete quando foi atacado por outro predador.

Amostra de comportamento selvagem

(Fonte: Christian Klug/Divulgação)(Fonte: Christian Klug/Divulgação)

Os cientistas julgam ser possível que o terceiro animal no fóssil represente uma espécie de tubarão antigo, apesar de não haver certeza sobre o caso. Por outro lado, não importa qual criatura fosse, era poderosa o suficiente para morder a lula e causar danos suficientes para feri-la fatalmente.

A lula, gravemente ferida, mas potencialmente viva, foi levada para o fundo do mar e morreu com o crustáceo ainda em sua boca — ou pelo menos sua carcaça externa rígida. As probabilidades de tal cenário acontecer no oceano antigo podem não ter sido super raras.

Predadores geralmente gostam de emboscar suas presas quando menos esperam, inclusive enquanto estão caçando para comer. No entanto, o fato da lula e do crustáceo terem caído no fundo do mar e terem se fossilizado no sedimento enquanto ainda estavam juntos é algo verdadeiramente marcante. Para os pesquisadores, essa é uma incrível oportunidade para aprendermos sobre o comportamento das criaturas antigas e como elas viviam. 

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