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7 curiosidades sobre o peixe-bolha, o animal mais feio do mundo

O peixe-bolha (Psychrolutes marcidus) é um animal que habita as costas da Austrália, Tasmânia e Nova Zelândia. Eles são encontrados em profundidas abissais e não conseguem sobreviver próximo da superfície, o que dificulta o estudo da espécie, e muitos são capturados por engano em pesca de arrastão.

Confira abaixo sete curiosidades sobre esse peixe tão incomum.

1. Ele não tem esqueleto

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

O peixe-bolha é encontrado em profundidades que variam entre 600 e 1,2 mil metros. Isso significa que eles são expostos a uma pressão até 120 vezes maior que na superfície da Terra. Para suportar toda essa pressão, seu corpo é completamente adaptado. Ele é formado por uma massa gelatinosa e seus ossos são muito finos e macios e não chegam a formar um esqueleto. 

2. As fêmeas limpam constantemente os ovos

(Fonte: The Fact Site)(Fonte: The Fact Site)

Várias espécies de peixes costumam proteger seus ovos até que ele eclodam. Mas nenhum deles tem o cuidado que o peixe-bolha tem. As fêmeas não se afastam dos ovos e limpam eles com frequência. Enquanto elas protegem os ovos, elas podem ser vistas limpando mesmo alguns poucos grãos de areia ou qualquer outro tipo de sujeira que os cubra. 

3. Foi eleito o animal mais feio do mundo

(Fonte: The Fact Site)(Fonte: The Fact Site)

Em 2013, a Ugly Animal Preservation Society (Sociedade de Preservação de Animais Feios, em tradução literal) decidiu fazer uma votação pública para definir seu próximo mascote. O peixe-bolha foi votado como o animal mais feio, superando o macaco-narigudo e o sapo-escroto aquático. Parecer um prato de geleia mal-humorada quando removido da água certamente deve ter influenciado nessa escolha.

4. Mas ele parece com um peixe normal em seu habitat

(Fonte: The Fact Site)(Fonte: The Fact Site)

Se fora da água o peixe-bolha parece um alienígena irritado, em seu habitat a situação é completamente diferente. Em alto mar, eles se parecem com um típico peixe ósseo. Isso acontece porque este ambiente exerce uma pressão tão forte, que comprime a massa corporal gelatinosa do peixe-bolha com uma forma estrutural. Quando eles estão fora de seu ambiente natural, a pressão da superfície não é suficiente e isso faz como que eles tenham essa forma tão incomum.

5. Nunca um peixe-bolha foi estudado com vida

(Fonte: The Fact Site)(Fonte: The Fact Site)

A maioria dos estudos com peixes-bolha foi realizado com fotos ou analisando seu corpo já morto. Mas é impossível manter esse animal vivo retirando-o do seu habitat. E como também é praticamente impossível — ou no mínimo inviável — descer mais de 600 metros apenas para estudá-lo, sabe-se muito pouco sobre seu comportamento.

6. Ele só foi descoberto em junho de 2003

'Sr. Bolinha'. (Fonte: Kerryn Parkinson)'Sr. Bolinha'. (Fonte: Kerryn Parkinson)

Esses animais são tão difíceis de serem encontrados, que até 2003 só havia um único registro da espécie — o primeiro espécime foi encontrado por um navio de pesquisa na costa da Nova Zelândia em 1983. Em 2003 ele foi fotografado e catalogado pela primeira vez, durante uma expedição em Norfolk Ridge, a noroeste da Nova Zelândia. Os cientistas acharam a criatura tão curiosa, que o batizaram de “Sr. Bolinha”. Atualmente ele pode ser visto na Coleção de Ictiologia do Museu Australiano.

7. Peixes-bolha não têm dentes nem bexiga natatória

(Fonte: The Fact Site)(Fonte: The Fact Site)

Seu corpo gelatinoso é ideal para que eles não precisem gastar energia para se movimentar. Por isso mesmo, eles não possuem a bexiga natatória — uma bolsa de ar que ajuda a manter o peixe flutuando e o ajuda a controlar onde ele fica na água. Seu deslocamento é bastante semelhante ao de uma água-viva, ele flutua na água e é levado conforme a corrente. E, apesar da sua aparência mal-humorada, o peixe-bolha não é um caçador e nem é capaz de morder. Ele flutua no fundo do mar até encontrar caranguejos e lagostas, a base da sua dieta.

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