(Fonte da imagem: Reprodução/Universidade de Buffalo)

De acordo com uma notícia publicada pela Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, um grupo internacional de pesquisadores desenvolveu poros sintéticos minúsculos, tão pequenos quanto os presentes nas nossas células, e que, assim como elas, são capazes de identificar íons de diferentes substâncias, controlando o que pode ou não entrar nesses organismos.

E, graças a essa capacidade de diferenciar substâncias, os cientistas podem “programar” essas nanoestruturas para detectar elementos específicos, podendo utilizá-las para purificar a água, tratar doenças e até mesmo destruir tumores — afinal, esses componentes seriam capazes de regular as substâncias presentes no interior das células.

Nanotubos superseletivos

Os poros sintéticos foram criados a partir de moléculas com formato de roscas — chamadas microciclos rígidos — empilhadas umas sobre as outras, formando nanotubos extremamente seletivos.

Por ora, essas nanoestruturas foram utilizadas com sucesso para purificar a água salobra, sendo programadas para permitir apenas a passagem dessa substância e de íons de potássio. Os pesquisadores desejam testar a invenção com outros materiais, para poder determinar como diferentes elementos são transportados através dos poros e, assim, programar essas estruturas para filtrar as substâncias que eles desejam enviar para o interior das células.

Fontes: Universidade de Buffalo e Nature Communications