(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia)

Você sabe depois de quanto tempo começamos a ficar irritados depois de chamarmos um elevador? O botão para fechar as portas realmente funciona? Qual a diferença entre os elevadores do Oriente e do Ocidente? Talvez você nunca tenha pensando nessas questões antes, mas esses são alguns dos problemas que a matemática Theresa Christy, da companhia de elevadores OTIS, precisa solucionar todos os dias.

Christy conversou recentemente com o pessoal do The Wall Street Journal sobre as peculiaridades de se trabalhar com elevadores, revelando que ela precisa considerar muito mais do que o simples sobe e desce dos aparelhos para atender e agradar aos passageiros.

Curiosidades

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia)

Segundo Christy, depois de chamarmos um elevador, começamos a ficar impacientes e agitados depois de apenas 20 segundos. Além disso, os passageiros japoneses gostam de saber com antecedência diante de qual porta devem esperar pelo próximo aparelho através de sinais sonoros e luminosos, para poderem se organizar na fila.

Os passageiros orientais também são geralmente mais leves e menores do que os ocidentais, e estão mais acostumados a ter que dividir o espaço com multidões de pessoas. Assim, eles não se importam de subir e descer em elevadores mais cheios, ao contrário dos ocidentais que, além de serem normalmente mais pesados, preferem contar com mais espaço. E sabe aquele botão que apertamos freneticamente para fechar as portas? Não, eles não funcionam.

Problemas típicos

 

De acordo com Christy, ela também precisa lidar com questões relacionadas ao fluxo de passageiros e à rapidez do transporte, pensando em situações como a de um hotel na cidade santa de Meca, por exemplo, cujos elevadores devem trabalhar da forma mais eficiente possível para permitir que um grande número de pessoas deixe o prédio cinco vezes ao dia para rezar.

(Fonte da imagem: Reprodução/The Wall Street Journal )

Outra questão está relacionada aos grandes edifícios que contam com vários elevadores que servem a inúmeros andares. Conforme explicou Christy, em um prédio com seis elevadores, bastam 10 pessoas tentando se locomover entre os andares para que se apresentem 60 milhões de combinações diferentes para o transporte.

Assim, imagine que uma pessoa no sexto andar deseja descer, e há um aparelho com dois passageiros no sétimo andar. Será que esse carro específico é a melhor opção para todos? Pode ser para a pessoa que chamou o elevador, mas não para as outras duas que já se encontram dentro dele.

Simulações e video game

(Fonte da imagem: Reprodução/The Wall Street Journal)

Para poder decidir sobre a melhor opção para cada projeto — lembrando que a OTIS conta com elevadores em locais como as Torres Petronas, o Burj Khalifa e a Torre Eiffel —, Christy conta com um software que realiza simulações de situações reais, como se fosse um verdadeiro video game.

Assim, assistindo a como o computador aborda as questões relacionadas à logística dos elevadores, Christy avalia todos os aspectos envolvidos no transporte e busca melhorar todo o sistema como se estivesse montando um grande quebra-cabeça.