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6 artefatos históricos destruídos por pessoas

Muito sobre a história da humanidade é contada através das relíquias do passado que encontramos através da arqueologia ou pela curadoria artística. Sem a existência dessas peças, por exemplo, o Antigo Egito quase que por inteiro continuaria sendo um mistério para nós que vivemos nos dias de hoje.

Logo, essa é a nossa janela para uma época que seria invisível. São os traços que nossos antepassados deixaram para trás que nos ajudam a entender quem nós somos. Entretanto, nós nem sempre somos bons em cuidar desses itens. Veja só seis vezes em que artefatos históricos foram destruídos por pessoas.

1. Museu de Mossul

(Fonte: Thaier Al-Sudani/Reuters)(Fonte: Thaier Al-Sudani/Reuters)

Em 2015, militantes do Estado Islâmico, organização jihadista islamita, invadiram o Museu de Mossul, no Iraque, e passaram a quebrar diversas estátuas de milhares de anos com o uso de marretas. Com isso, um enorme acervo histórico foi esmagado em pedaços.

O motivo? O museu guardava várias obras dos assírios e dos acadianos, sociedades antigas que eram politeístas — visão religiosa altamente repudiada pelos extremistas do Estado Islâmico. Logo, muito do nosso passado foi perdido naquele ano.

2. Pirâmide de Belize

(Fonte: BBC/Reprodução)(Fonte: BBC/Reprodução)

Uma pirâmide maia de 2,3 mil anos foi destruída por uma construtora em Belize, nação insular no Caribe, em 2013. Conforme relatado pelo National Geographic na época, o local estava sendo escavado para que os trabalhadores conseguissem obter cascalho para um projeto rodoviário.

Embora a região fosse protegida pela lei de Belize, que engloba todo tipo de monumento maia, nada foi feito para evitar a destruição da pirâmide. Dessa forma, a estrutura toda veio abaixo sem que ninguém fosse responsabilizado. 

3. Homem de Pequim

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Uma série de fósseis de uma espécie de hominídeo chamada Homo erectus pekinensis — o notório "Homem de Pequim" — foram escavadas entre 1920 e 1930 na caverna de Zhoukoudian, na China. Cada um dos fósseis datava para cerca de meio milhão de anos.

Em 1937, tropas japonesas invadiram o território chinês e os pesquisadores decidiram embalar os fósseis em caixotes e enviá-los para um lugar seguro nos Estados Unidos. Em 1941, esses artefatos desapareceram do mapa e muitos acreditam que eles tenham sido perdidos no caminho para a América.

4. Budas de Bamiã

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

No passado, duas estátuas gigantes de Buda foram construídas no vale de Bamiã, no Afeganistão. Elas estavam montadas em nichos de 55 e 38 metros de altura. Cada uma delas possuía 1,5 mil anos e fazia parte de um grande conjunto de mosteiros no sopé do vale. 

Em março de 2001, no entanto, as obras foram dinamitadas e destruídas por membros do Talibã, grupo extremista que controlava boa parte do país na época. No final daquele ano, o Talibã foi expulso da região e arqueólogos puderam escavar partes do local que não haviam sido destruídas. Mesmo assim, as estátuas deixaram de existir.

5. Câmara de Âmbar

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Construída no século XVIII, a Câmara de Âmbar ficava localizada no Palácio de Catarina em Tsarskoe Selo, na Rússia. A sala dourada continha mosaicos, pedras preciosas, espelhos, esculturas e painéis construídos com cerca de 450 kg de âmbar — uma gema preciosa.

Entretanto, a cidade foi tomada pelos nazistas em 1941, quando a Alemanha invadiu a Rússia na Segunda Guerra Mundial. A Câmara de Âmbar foi completamente desmontada pelos soldados alemães e movida para o oeste europeu. Mesmo após o fim do conflito armado, ela nunca foi reencontrada e seu paradeiro permanece desconhecido. 

6. Múmias decapitadas

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Em 2011, um grupo de assaltantes invadiu o Museu Egípcio no Cairo e abriu 10 caixas cheias de artefatos de valor inestimável. No entanto, por não conhecerem sobre o assunto, viram que nenhum deles era feito de ouro e decidiram quebrar todas as peças.

Para piorar a situação, os ladrões ainda decidiram decapitar duas múmias de 2 mil anos e roubaram mais itens da loja de presente do museu. O grupo foi parado na saída do local e alguns itens conseguiram ser restaurados. Mesmo assim, já era tarde para consertar inúmeros artefatos. 

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