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Qual laranja veio primeiro: a cor ou a fruta?

Entre todos os questionamentos possíveis feitos a respeito da vida, todo ser humano um dia já se pegou pensando: "quem veio antes, o ovo ou a galinha?". O embate é tão grande que já virou tema de pesquisa científica e até hoje gera múltiplas discussões em mesas de bar e por aí vai.

Porém, uma pergunta de cunho similar que constantemente ignoramos é: "quem recebeu o nome 'laranja' antes, a fruta ou a cor?". Para responder essa intrigante pergunta, nós decidimos trazer para vocês todas as informações divulgadas cientificamente até hoje sobre quem foi batizado primeiro. Veja só!

Vitória da fruta

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Segundo o pesquisado até hoje, não existem muitas dúvidas de que a fruta recebeu o nome de laranja antes de sua cor correspondente. De acordo com enciclopédia virtual Britannica, a fruta surgiu do arquipélago malaio e de outras partes da Ásia tropical, onde podia ser encontrada em abundância.

Sendo assim, a cultura da laranja provavelmente foi se espalhando do seu habitat nativo para a Índia e depois para a costa leste da África. De lá, acabou chegando na região do Mediterrâneo oriental. Graças às conquistas romanas, o desenvolvimento das rotas comerciais árabes e à expansão do Islã pela Europa, a dispersão do fruto aconteceu mundialmente.

Outra possibilidade é que o nome original das laranjas também tenha vindo da Ásia tropical e inspirado várias versões em outros idiomas à medida que a fruta cítrica se espalhou para o noroeste. Em toda a história, diversos termos semelhantes para "laranja" foram documentados — especialmente na Itália —, visto que comerciantes árabes introduziram o que hoje conhecemos como laranjas de Sevilha durante a Idade Média. 

Transformação em cor

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

No século XIII, exemplos italianos regionais como "naranza" e "narans" também eram usados para descrever o fruto. Provavelmente, essas palavras derivaram do árabe "naranj", cuja trajetória etimológica inclui o persa "narang" e o sânscrito "naranga". Em nações anglo-normandas, também não era anormal notar o termo "pume-orenge", que essencialmente significava "maçã-laranja".

No entanto, como é que todas essas nomenclaturas foram convertidas em uma cor? Ao que tudo indica, esse processo se deu por volta de 1400, quando a palavra "orange" finalmente entrou para o dicionário inglês como sinônimo da fruta. Um século depois, os falantes do inglês passaram a usar esse mesmo tempo para descrever a cor amarelo-avermelhada que se assemelhava à coloração do fruto.

O primeiro registro histórico aconteceu em um livro de contabilidade escocês de 1532, que cita "meia medida de veludo laranja". Por muitos anos, as variações "oringe" e "orenge" também apareceram, em contrapartida do "orange" (em português: laranja). Porém, o último acabou virando a grafia padrão.

Através do contato entre culturas, essa palavra terminou sendo traduzida para basicamente todos os idiomas pelo planeta, fazendo com que o nome da fruta virasse, por regra, também o nome da cor. 

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