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Qual é a ligação entre a Fanta e o Nazismo?

A Fanta é uma das marcas de refrigerantes mais populares do mundo inteiro. Já são mais de 80 anos desde que a bebida da Coca-Cola Company encanta os consumidores com seus sabores frutados e ousados. Porém, ela não existiria atualmente se não fosse por um homem chamado Max Keith, um empresário alemão conhecido pela sua lealdade inabalável à Coca-Cola e à economia nazista. 

Um fato curioso é que a Fanta só surgiu por que os Estados Unidos se juntaram à luta contra a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, o que significa que a subsidiária alemã da Coca-Cola já não podia mais importar os ingredientes necessários para fazer a bebida. Então, Keith teve a brilhante ideia de criar uma alternativa.

Coca-Cola na Alemanha

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Em 1929, a Coca-Cola abriu uma fábrica de engarrafamento na Alemanha e logo conquistou o paladar do público alemão. O responsável pela subsidiária no país europeu era um expatriado americano chamado Ray Rivington Powers. Porém, Powers era conhecido por sua falta de habilidade quando se tratava de contabilidade — deixando várias contas não pagas em sua passagem. 

Em 1933, tudo mudou quando Adolf Hitler foi nomeado chanceler da Alemanha. Com o começo do Terceiro Reich, Max Keith assumiu o controle da Coca-Cola no país. Keith era um empresário de dedicação inabalável, descrito como uma figura imponente que nasceu para liderar e estava determinado a consertar a subsidiária alemã.

O sucesso do seu trabalho dentro da empresa foi tão grande que a Coca-Cola Company até mesmo patrocinou as Olimpíadas de Berlim de 1936, criando banners que apresentavam o logotipo da empresa ao lado das suásticas nazistas. No entanto, a situação se agravou quando o Japão, aliado da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, lançou um ataque a Pearl Harbor.

Criação da Fanta

SKopp/Wikimedia Commons(Fonte: SKopp/Wikimedia Commons)

Embora Keith nunca tenha se filiado ao Partido Nazista, era sabido que ele tinha afinidade com o governo de Hitler e aproveitava sua influência para fazer a Coca-Cola crescer na Alemanha. Não à toa, ele ordenou uma saudação nazista para homenagear o 50º aniversário do Führer.

Porém, com os Estados Unidos lutando contra as potências do Eixo na guerra, a sede da Coca-Cola em Atlanta teve que cortar as comunicações com Max Keith e parar de enviar seu aromatizante ultrassecreto para a subsidiária alemã. Então, o empresário só enxergou uma única solução: um novo refrigerante que agradasse o mercado alemão. 

Foi assim que surgiu a Fanta, uma bebida que não era considerada tão boa quanto a Coca-Cola, mas que vendia muito bem. E como Keith basicamente assumiu o controle de outras instalações europeias da Coca-Cola, ele conseguiu espalhar a Fanta por todo o continente — o que impediu o fechamento de outras subsidiárias. Quando a guerra acabou, a filial alemã havia vendido cerca de 3 milhões de caixas do novo refrigerante.

Legado da Fanta

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Quando os Aliados saíram vitoriosos da Segunda Guerra Mundial, Max Keith entregou os lucros da Fanta à sede da Coca-Cola em Atlanta. A empresa norte-americana basicamente considerou-o um herói, o elogiando por manter o negócio funcionando na Europa durante o conflito armado. Por seus esforços, ele finalmente recebeu o comando da Coca-Cola europeia.

A Coca também manteve os direitos autorais da Fanta e fez questão de não desperdiçá-la. Em 1955, a bebida foi reintroduzida na Itália como um refrigerante de laranja e três anos depois chegou aos Estados Unidos. O sucesso foi tão grande que até hoje o líquido é admirado no mundo todo.

Apesar das origens sombrias da marca, a Coca-Cola conseguiu distanciar a Fanta do Terceiro Reich e expandir seu monopólio na indústria de refrigerantes. 

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