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'Assassino do Twitter' é condenado à pena de morte no Japão

Após ser preso em 2017, o homem conhecido como “Assassino do Twitter” foi condenado à pena de morte por enforcamento pelo Tribunal Distrital de Tóquio. Takahiro Shiraishi, de 30 anos, ficou mundialmente conhecido pelo modus operandi de seus crimes.

Segundo a imprensa japonesa, o serial killer tinha o costume de perseguir usuários com tendências suicidas nas redes sociais e oferecê-los ajuda para acabarem com sua vida. No dia de sua prisão, a polícia japonesa encontrou nove corpos decapitados em sua casa.

Perfil nas redes sociais

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay)

Em sua página oficial no Twitter, o assassino utilizava o nome de usuário “Carrasco” para conversar com suas vítimas. As autoridades locais suspeitam que, tão logo conquistava a confiança de seus alvos nas redes sociais, ele as convidava para seu apartamento, onde daria prosseguimento aos crimes.

Segundo a acusação, Shiraishi chegou a estrangular e desmembrar oito mulheres e um homem entre agosto e outubro de 2017. O serial killer tinha também o padrão de abusar sexualmente de suas vítimas femininas, tendo os alvos idades entre 15 e 26 anos.

A descoberta dos assassinatos ocorreu após a polícia de Tóquio investigar o desaparecimento de uma garota de 23 anos, cujo perfil no Twitter possuía algumas frases suicidas. Os investigadores iniciaram a operação que os levou até a casa de Shiraishi, onde os corpos permaneciam guardados em um refrigerador.

Pena de morte

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay)

Após o julgamento, o juiz-presidente Naokuni Yano descreveu a onda de assassinatos como “um dos relatos mais cruéis na história do crime” e levantou um alerta sobre sobre o uso das mídias sociais no Japão e os prejuízos emocionais criados pelo “Assassino do Twitter”.

Apesar de a equipe de defesa tentar argumentar que todos os assassinatos ocorreram com consentimento das vítimas, Shiraishi negou seu próprio argumento em frente à corte alegando: “absolutamente nenhuma de minhas vítimas consentiu”. 

De acordo com os documentos divulgados pelo tribunal, o serial killer teria afirmado que suas ações foram resultado de anos de problemas com sua família e que o relacionamento conturbado com seu pai teria sido a motivação para ele apresentar um comportamento predatório com mulheres solitárias.

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