Empresa chinesa usa cadeiras inteligentes para vigiar funcionários

Uma empresa chinesa ganhou fama nas redes sociais do país após supostamente ter utilizado cadeiras com sensores para monitorar as atividades de seus funcionários. De acordo com o relato de uma das funcionárias da Hebo Technology, uma companhia de tecnologia da província de Zhejiang, a prática deveria ser considerada imoral e até mesmo ilegal.

Utilizando apenas o nome Wang, a trabalhadora garantiu que ela e pelo menos outros nove funcionários foram monitorados secretamente por vários meses. Conforme a declaração, as cadeiras inteligentes teriam sido entregues como presente pela gestão da empresa e deveria ajudá-los a permanecerem saudáveis por monitorar os sinais vitais e oferecer conselhos de saúde, mas acabaram sendo utilizadas por propósitos mais obscuros.

Cadeiras espiãs

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay/Reprodução)

Segundo Wang, ela e seus colegas aceitaram o presente de braços abertos em primeiro momento, já que o equipamento vinha com diversas funções extremamente úteis e até mesmo um alerta caso a pessoa tivesse passado tempo demais sentada. Sendo assim, os 10 funcionários tinham em mente que a companhia realmente visava pelo bem-estar do corpo dos colaboradores. 

Entretanto, durante um dia normal de trabalho, a mulher foi surpreendida por uma mensagem do departamento de Recursos Humanos (RH) da empresa, o qual questionou o motivo dela não estar sentada em sua mesa entre as 10h e 10h30 no dia anterior, adicionando uma ameaça que a direção da companhia cortaria seu bônus caso o comportamento voltasse a se repetir. 

Wang então percebeu que a única maneira do RH saber o momento exato em que ela não estava em sua mesa de trabalho seria através das cadeiras inteligentes, cujos sensores transmitiam informações para o restante da empresa.

Retaliação nas redes sociais

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay/Reprodução)

Após o post de Wang viralizar e o perfil da Hebo Technology ser tomado por críticas, a empresa não teve outra opção senão soltar um comunicado se defendendo sobre a situação. Segundo o representante da companhia de tecnologia, as cadeiras inteligentes de fato foram um presente, mas jamais teriam sido utilizadas para monitorar os funcionários. 

Posteriormente, uma investigação feita pelo jornal South China Morning Post demonstrou que os trabalhadores receberam um formulário de autorização para a utilização dos dados, mas somente em inglês e não em chinês. De acordo com a fala de um advogado na publicação, a direção da empresa teria violado leis de privacidade ao compartilhar as informações com outros setores do grupo, tal qual o RH.

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