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'Lula Dançante' é o prato sensação em restaurantes do Japão

Conhecido tradicionalmente como Katsu Ika Odori-don, o prato japonês da Lula Dançante,  servido nas regiões litorâneas do Japão, tem viralizado nas redes sociais e em alguns sites de notícias. Tendo em vista que nos vídeos postados o cefalópode aparenta ter voltado à vida após ser banhado em molho de soja, a mídia ocidental levantou um questionamento sobre a ética e cuidado animal envolto ao assunto.

A primeira vez que a iguaria foi servida ocorreu há aproximadamente dez anos, em um restaurante do litoral do Japão. Atualmente o  Katsu Ika Odori-don é considerado prato da culinária tradicional japonesa e pode ser apreciado em cidades como Aomori e Hokkaido. Seus ingredientes incluem arroz ou macarrão coberto com ovas de peixe ou ovos, além de algas marinhas e lulas ou chocos frescos.

Apesar de todo o sucesso que a “Lula Dançante” conquistou, ainda se questiona qual o surgimento histórico da iguaria. Há quem diga que surgiu da antiga prática japonesa de se alimentar de animais ainda vivos, principalmente pequenos peixes, costume conhecido como odorigui. Ou até mesmo proveniente do ikizukuri, no qual o sashimi é preparado com animais marinhos vivos.

Além dessas especulações, também existe a ideia de que o  Katsu Ika Odori-don foi inspirado em um prato tradicional da Coréia, o sannakji, apresentado com um polvo ainda vivo. Por fim, há uma determinada quantidade de estudiosos que defendem a ideia de que a iguaria foi criada como obra da mídia para estimular os restaurantes a fazer apresentações mais chamativas aos pratos.

A reação química da lula com o sal

No  Katsu Ika Odori-don a lula é colocada na tigela já estando morta e sem a cabeça, sendo assim, não há nenhum tipo de função cerebral no animal. Contudo há uma reação química que explica exatamente o fenômeno que ocorre para que a lula “dance”.

Devido à morte do animal ser recente, as células do músculo mantém certo nível de trifosfato de adenosina (ATP), a qual é responsável pelas contrações musculares. Dessa forma, o ATP reage ao cloreto de sódio presente no molho de soja, o que causa as respostas físicas do tecido e, por sua vez, cria a ilusão de que a lula está “dançando” no prato.

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