6 figuras históricas que mantiveram um diário secreto codificado

O hábito de escrever um diário é algo bastante comum entre pessoas que querem guardar informações do passado, sejam elas importantes ou não. Entretanto, ao longo da história diversas personalidades também passaram a escrever diários pessoais para abrigar grandes segredos, em especial algumas que optaram por escrever seus pensamentos mais íntimos em códigos secretos.

Por isso, nós separamos uma lista com seis figuras históricas que adotaram esse método para manter qualquer pessoa longe de seus segredos. Olha só!

1. Beatrix Potter

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Amada entre as crianças, a autora de livros infantis Beatrix Potter ficou conhecida pela sua obra A História do Coelho Pedro (1901). Porém, antes de alcançar a fama, ela também passou a guardar uma série de diários secretos usando códigos que apenas ela conhecia dos 15 aos 30 anos de idade. 

Anos após a morte de Potter, a admiradora Leslie Linder passou mais de cinco anos tentando desvendar os códigos sem sucesso. Somente após um vasto de trabalho de pesquisa, revelou-se que os diários continham notas detalhadas sobre sua vida diária, incluindo transcrições de conversas que ela observou entre outras pessoas.

2. Franklin Roosevelt

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

O 32º presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt sempre teve sua vida vastamente documentada. Entretanto, algumas informações pessoais sobre sua juventude se mantiveram em segredo por muito tempo, guardados em um diário secreto escrito em código por ele aos 20 anos. 

Em 1970, 25 anos após a morte de Roosevelt, o diário codificado foi encontrado por pesquisadores. Dois anos mais tarde, uma equipe de criptógrafos conseguiu decifrar o código e revelou vários detalhes sobre a vida e interesses amorosos do ex-presidente.

3. Samuel Pepys

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Conhecido por ser um dos maiores diaristas na história da literatura inglesa, o parlamentar Samuel Pepys teve seus diários secretos revelados um século após a sua morte. Para a escrita das páginas, Pepys se inspirou em um código criado pelo seu amigo Thomas Shelton.

Agora revelados, os relatos de Samuel sobre Londres no fim do século 17, incluindo a época da peste bubônica, tornaram-se uma fonte importante para que historiadores pudessem compreender mais sobre aquele período.

4. Charles Wesley

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Charles Wesley foi um metodista inglês mais comumente associado aos milhares de hinos que escreveu, dos quais vários ainda são populares no Reino Unido. Entretanto, ele também foi autor de manuscritos escritos em códigos secretos que totalizavam 1 mil páginas e mantiveram-se indecifráveis por 270 anos.

Depois que o código foi decifrado, o diário de Charles mostrou diversas informações sobre seu relacionamento com seu irmão John, suas divergências religiosas e o fato de John ter quebrado um acordo entre os dois para nunca se casarem. 

5. Ludwig Wittgenstein

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

O filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein sempre se mostrou interessado na ideia de existência uma língua compreendida apenas por alguém que a criou, sobretudo porque trabalhava no campo da linguística. 

Então, Ludwig decidiu criar seu próprio código clandestino para produzir um diário enquanto servia pelo exército austríaco na Primeira Guerra Mundial. Ele passou a utilizá-lo em 1914 como forma de impedir que outros soldados lessem seus segredos. O código só foi ser desvendado em 1960.

6. Olga Romanov

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Filha mais velha do antigo czar russo Nicolau II, Olga Romanov passou a escrever seu diário pessoal em 1905 e o manteve por uma década. Com medo que alguém invadisse sua privacidade, ela inventou códigos para se referir aos homens que lhe interessavam.

Romanov parou de escrever seu diário quando seu pai foi forçado a abdicar em 1917. No ano seguinte, ela e o resto de sua família foram assassinados. Após sua morte, seus diários foram recuperados e preservados. Em 2013, os manuscritos foram traduzidos para o inglês e publicados.

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