O trampolim surgiu da mente de um jovem de apenas 16 anos

George Nissen só tinha 16 anos quando teve uma ideia durante uma visita ao circo na cidade onde nasceu, em Iowa, Estados Unidos, na década de 1930. Foi observando os trapezistas pularem de seus poleiros no meio do picadeiro e pousarem com um salto curto na rede de segurança abaixo, que ele pensou: e se eles continuassem quicando durante a aterrissagem?

Quatro anos mais tarde, com a ajuda de seu treinador, Larry Griswold, ele construiu o protótipo do primeiro trampolim, com ferro angular para manter esticado um pedaço de lona sobre molas de borracha.

Por muitos anos, Nissen usou o seu "equipamento para saltos", como o chamou, para ajudá-lo em seu treinamento como ginasta e para entreter crianças em um acampamento de verão.

A revolução

(Fonte: Pinterest/Reprodução)(Fonte: Pinterest/Reprodução)

Ao lado de seu treinador, Nissen fundou a Griswold-Nissen Trampoline & Tumbling Company, em 1942, para promover ainda mais o uso do equipamento entre crianças e atletas, principalmente os ginastas.

Com o início da Segunda Guerra Mundial, o trampolim ganhou força ao ser comercializado para uso militar, permitindo que os pilotos aprendessem como se reorientar ao ambiente após difíceis manobras aéreas. Eles praticavam piruetas no ar sobre os trampolins para simular as condições de combate. Mais tarde, o piloto Scott Carpenter, que se tornaria um dos astronautas originais da Mercury 7, ajudaria a introduzir o equipamento no treinamento espacial da NASA.

Foi só em 1945 que a invenção de Nissen foi finalmente patenteada, após receber 44 patentes, nomeada oficialmente de "trampolim" (do espanhol el trampolín), que vendeu mais de US$ 400 milhões.

(Fonte: Sport Magazine/Reprodução)(Fonte: Sport Magazine/Reprodução)

Com isso, foi a vez de Nissen saltar mais longe e criar a modalidade olímpica de ginástica de trampolim, que combina acrobacia com salto. A Federação Internacional de Ginástica reconheceu o esporte oficialmente em 1962, e Nissen fez parte da equipe dos EUA para conquistar o primeiro título mundial na final contra a Grã-Bretanha.

O inventor vendeu sua empresa no final da década de 1970, porém continuou perto do esporte, defendendo o trampolim como benefício para a saúde e também promovendo práticas seguras do esporte.

“Eu sei que ele ficaria muito feliz em ver tantas pessoas usando o trampolim hoje”, disse Dian Nissen, filha do inventor e campeã nacional de cama elástica.

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