Como os solteiros estão vivendo durante a pandemia?

Há quase 1 ano e meio, a pandemia da covid-19 vem impactando das mais diversas formas a rotina da humanidade, e as pessoas estão tendo que lidar com problemas e desafios em praticamente todas as áreas de suas vidas. O distanciamento social e as restrições aumentaram o abismo social entre os grupos — os quais tiveram que encontrar alternativas para se relacionar, interagir e desenvolver vínculos afetivos — e abalaram especialmente as pessoas solteiras, agora obrigadas a reinventarem os seus métodos de abordagem e enfrentamento da rotina.

Apesar de mostrar desapego emocional em grande parte de seus envolvimentos amorosos, quem está solteiro, em tempos normais, tem um típico comportamento em relação ao contato humano, demonstrando necessidade de conhecer novas pessoas, visitar lugares movimentados e "curar" a solidão por meio de momentos descompromissados.

O advento da pandemia, então, transformou essas condições em carência e ampliou sensações negativas nos indivíduos, tanto em relação a si quanto aos outros, gerando reflexões sobre o tempo e a forma que isso estaria impactando na autoestima.

(Fonte: Shutterstock / Reprodução)(Fonte: Shutterstock / Reprodução)

Dessa forma, os aplicativos de encontro (que hoje são "de paquera") surgiram como uma válvula de escape, e o que antes era piada sobre "webnamoros" e algo do tipo, tornou-se uma realidade comum para quem busca novos contatos e interações. Assim, formaram-se ambientes propícios para que um público na mesma situação pudesse se relacionar desarmado, desabafando sobre seus momentos e planejando seu dia a dia pós-crise sanitária.

Um relatório do segundo semestre de 2020, compartilhado pelo Business Insider, revelou que a empresa Match Group, responsável pelos aplicativos Tinder, Hinge, OkCupid e Match, viu sua base de usuários aumentar em 15%, saltando para 11 milhões de downloads. Levando em consideração que cerca de um terço dos casamentos norte-americanos começam de forma online, de acordo com o The Economist, a pandemia está impulsionando compromissos de vida para muitas pessoas.

Solteiro sim, sozinho... também?

A carência humana não desperta apenas sentimentos físicos ou emocionais que necessitam ser supridos imediatamente, mas também sensações negativas a longo prazo, especialmente se não for combatida adequada e conscientemente. Viver a solteirice em uma época que pouco dá para curtir ou aproveitar pode ser um caminho sem volta para muitos que entendem o contato como urgente, mas felizmente existem formas seguras de viver essa maravilhosa etapa da vida de forma saudável.

(Fonte: iStock / Reprodução)(Fonte: iStock / Reprodução)

Com a chegada das vacinas e a reabertura gradual de estabelecimentos, ainda respeitando a capacidade limitada estipulada por decretos, é possível marcar encontros e sair para conhecer pessoas, mas vale lembrar a importância de manter distanciamento adequado, utilizar máscaras, álcool em gel e ter testado negativo para a presença do Sars-CoV-2. Caso não se sinta seguro para sair, uma alternativa é sempre criar conexões de forma online, compartilhando gostos, preferências, ideias e batendo um bom papo com pretendentes.

Além disso, esses tempos reforçam o valor que o tratamento da saúde mental e do investimento pessoal tem na vida das pessoas, principalmente no combate aos pensamentos negativos. Dessa forma, criar hobbies paralelos, dar continuidade aos estudos, dedicar-se ao trabalho, comunicar-se com os amigos de confiança e refletir genuinamente os seus sentimentos são opções válidas no combate à solidão e à solteirice. 

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