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Gatos conseguem aprender o nome uns dos outros, diz estudo

Gatos são criaturas extremamente inteligentes e tudo indica que eles também são animais bastante observadores. Ao que novos estudos feitos por especialistas da Universidade de Kyoto indicam, os felinos possuem a capacidade de vagar pela casa e decorar o nome de seus donos e de outros animais domésticos ali presentes.

O estudo publicado na revista Scientific Reports analisou 29 gatos que viviam nos chamados "cat cafes" ou "café de gatos" — um café que possui uma grande quantidade de gatos para os clientes interagirem — e outros 19 que moravam em casas com pelo menos outros dois amigos felinos. Por meio dessa amostra, os cientistas passaram a analisar a capacidade dos gatos de conhecer ou aprender nomes. 

Ligando os pontos

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Como metodologia, os pesquisadores colocavam um gato sentado na frente de um computador e exibiam imagens do rosto de um outro gato familiar. Então, eles passavam a reproduzir o áudio de seu dono chamando o nome correto ou incorreto do animal em questão.

Se nome e imagem não combinassem, o gato analisado passaria mais tempo observando a tela — dando um sinal de que algo estaria errado. Conforme o relatório entregue pelos cientistas, os gatos domésticos pareciam visivelmente confusos quando a gravação de áudio pronunciava um nome diferente do que o gato exibido no monitor. 

Os especialistas acreditavam que isso sugeria que os gatos estavam esperando ouvir o nome de seu amigo mostrado na tela. De acordo com o experimento, esse é um forte indício de que gatos provavelmente aprendem as relações de nome e rosto observando as interações de terceiros — como a de deus donos com os outros animais da casa.

Aprendizado social

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Na visão dos pesquisadores, é altamente improvável que os gatos consigam ser "treinados" para criar essa relação entre face e nome. Em vez disso, os especialistas acreditam que essa habilidade resulta de “uma forma de aprendizado social” desenvolvido pela quantidade de tempo em que essas criaturas passam dividindo um mesmo espaço de uma casa.

“Os gatos basicamente não se envolvem em comunicação vocal referencial dentro da mesma espécie, então essa pode ser uma habilidade vista no processo evolutivo de gatos selvagens para gatos domésticos. Logo, esse pode ser o resultado da pressão seletiva para coexistir com os humanos”, disse o autor do estudo, Saho Takagi, à mídia japonesa.

Acreditar que os processos evolutivos da espécie estejam relacionados com as novas habilidades demonstradas pelos gatos parece ser o caminho mais óbvio a se seguir, visto que estudos anteriores já haviam demonstrado que os felinos sentem fortes ligações emocionais com seus pares e com seus donos.

Por fim, os pesquisadores ressaltaram que ainda não possuem a fundamentação necessária para identificar qual o mecanismo exato envolvido na correlação entre voz e imagem feita pelos gatos. Mesmo assim, eles esperam continuar expandindo a análise durante os próximos meses para descobrir mais resultados. 

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