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3 personalidades históricas que tentaram se tornar imortais

“Para uma mente bem estruturada, a morte é apenas a próxima grande aventura”, disse Alvo Dumbledore em Harry Potter e a Pedra Filosofal. E, ainda que o pensamento ecoe em nos dois lados da linha do tempo, contudo, há centenas de anos que as pessoas tentam se manter vivas de alguma forma, porque acham que a morte e o fim de tudo e não há aventura nenhuma nisso, ou porque suas mentes não estão estruturadas o suficiente.

Pode parecer até que a ideia de se tornar imortal foi cunhada, pela primeira vez, com base em algum contexto fictício. Mas enquanto a ciência sempre quis analisar o mistério infinito que é a morte, tentando adivinhar o que há por trás do fechar dos olhos, muitas pessoas investiram tempo, toneladas de dinheiro em medicina e ciência para tentar se manter imortal.

No entanto, até hoje, nada conseguiu driblar o último estágio da vida na Terra. O mais perto que o homem conseguiu chegar foi na preservação do corpo físico através da criogenia, mas não de seu estado de consciência. 

Aqui estão 3 personalidades históricas que tentaram se tornar imortais:

1. Papa Inocêncio VIII (1432–1492)

(Fonte: Research Gate/Reprodução)(Fonte: Research Gate/Reprodução)

No século XV, o papa Inocêncio VIII ficou famoso por se relacionar com mulheres casadas que deram à luz 16 filhos dele, além de ter iniciado a caça às bruxas, dando poder à Inquisição para prender, torturar e punir praticantes ou suspeitos de feitiçaria.

No entanto, foi o feito de quando estava próximo da morte, que o eternizou de uma maneira tão doentia quanto suas ações pregressas. Bem como outros papas daquela época, Inocêncio era obcecado por sua riqueza e poder, o que fez a ideia da morte o perturbar, principalmente quando sua saúde começou a declinar.

Após sofrer um derrame quase fatal, ele decidiu que se tornaria imortal bebendo o sangue daqueles que tinham vitalidade, ou seja, dos mais jovens. Ele convocou três meninos de 10 anos e transferiu o sangue do corpo deles para o próprio, dando origem à primeira transfusão de sangue, que matou as crianças no processo.

Mas em 25 de julho de 1492, o mesmo aconteceu a Inocêncio VIII, que só angariou para seu nome infâmia, destruição, morte e derramamento de sangue inocente.

2. Qin Shihuang (259 a.C.–210 a.C.)

(Fonte: Asia Cultural Travel/Reprodução)(Fonte: Asia Cultural Travel/Reprodução)

Mal o imperador chinês Qin Shihuang havia nascido, em 259 a.C., ele já temia o dia em que morreria, tanto que começou a construção de sua tumba ainda aos 13 anos, tudo para garantir que fosse bem cuidado quando seu momento chegasse.

Na vida adulta, o seu medo aumentou significativamente, sobretudo por Shihuang ter se tornado uma importante figura histórica, responsável por unificar a China com sucesso pela primeira. Foi então que ele decidiu encontrar uma maneira para se tornar imortal.

Como muitas pessoas, Shihuang achava que isso seria através de algum elixir, portanto, ordenou que os governantes regionais encontrassem a mistura para ele. Incapaz de tê-la, um dos cientistas do imperador preparou uma mistura que acreditava que poderia funcionar.

A poção era feita, ironicamente, de pura morte, visto que carregava uma alta concentração de cinábrio, a principal fonte de mercúrio, um dos elementos químicos mais tóxicos do mundo desde os primórdios da civilização humana.

Como resultado, aos 50 anos, Qin Shihuang morreu, vitimado pelo seu próprio elixir da vida eterna.

3. Diana de Poitiers (1500–1566)

(Fonte: Domaine Chaumont/Reprodução)(Fonte: Domaine Chaumont/Reprodução)

Diane de Poitiers não foi qualquer nome na História. Nascida em 9 de janeiro de 1500, na França, ela foi a amante tão favorita do rei Henrique II, que praticamente roubou o posto de rainha de Catarina de Médici. 

Sua mente ambiciosa contribuiu para que ela chegasse onde desejou, arrastando a atenção de multidões e deixando poetas e cientistas encantados por ela. Foi assim que Poitiers conseguiu ter acesso às práticas médicas mais avançadas da época, inclusive aquelas que prometiam prolongar a vida — a qual ela não estava disposta a abrir mão tão cedo —, sendo apresentada ao consumo de ouro potável.

Naquela época, beber o minério era o equivalente a tomar pílulas de cálcio atualmente, e a obsessão de Poitiers pelo líquido ao longo de sua vida foi o agente causador de sua morte, em abril de 1566, aos 66 anos. Uma investigação póstuma revelou que a mulher tinha quantidades mortais de ouro até em seu couro cabeludo.

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