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Como eram feitas as primeiras transfusões de sangue?

Nesta segunda-feira (14), é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, data criada em 2014 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para homenagear o imunologista Karl Landsteiner. O austríaco, nascido em 1868, descobriu o Fator RH e as diferenças entre os tipos sanguíneos.

A doação de sangue é um ato voluntário que pode ajudar a salvar vidas. Trata-se de um método cujas origens remontam ao século XVII, quando avanços científicos como a invenção de uma seringa para injetar substâncias por via intravenosa possibilitaram a primeira transfusão de sangue.

Inicialmente, as experiências envolviam animais. Em 1665, o médico inglês Richard Lower fez a transfusão do sangue de um cachorro para o outro, enquanto dois anos depois ocorreu o primeiro procedimento com a participação de um ser humano, em Paris (França).

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

No procedimento, feito pelo médico Jean-Baptiste Dennis, um jovem doente recebeu 350 ml de sangue de cordeiro e pouco tempo depois estava recuperado. Na sequência, o especialista realizou outra transfusão bem-sucedida, enquanto o terceiro e o quarto experimentos terminaram com os voluntários mortos, levando Dennis a julgamento por assassinato.

Usando sangue humano

Com as mortes durante as experiências do médico francês, que foi inocentado pelo tribunal, as transfusões de sangue acabaram proibidas durante um longo tempo. O procedimento só voltou a ser realizado pela medicina tradicional no século XIX, apesar de os testes não terem sido totalmente abandonados.

Mas ao contrário dos primeiros procedimentos, quando se usava sangue de animal alegando ser possível "evitar vícios e paixões passando de uma pessoa para outra", tese defendida por Dennis, as experiências nos anos 1800 traziam uma novidade. Elas eram homólogas, ou seja, usavam sangue da mesma espécie.

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

A primeira transfusão com sangue humano bem-sucedida foi feita pelo ginecologista James Blundell, em 1818. O médico britânico transfundiu sangue em uma mulher no pós-parto, para tratar uma hemorragia. O material foi coletado do marido da paciente usando uma seringa, técnica que passou a ser utilizada nas décadas seguintes.

Com a descoberta dos tipos sanguíneos por Landsteiner, os procedimentos foram aprimorados. Entre outras coisas, a pesquisa dele revelou que a mistura de tipos não compatíveis pode ser fatal, combinação apontada como a possível causa da morte de um ou mais pacientes de Dennis, dois séculos antes.

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