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Dia dos Namorados: qual é o papel do cérebro no amor e na paixão?

No Dia dos Namorados o amor vem à flor da pele e reagimos de diferentes maneiras ao sentimento da paixão. Muita gente o tal sente frio na barriga — também conhecido como “borboletas no estômago” —, sua frio perto da pessoa amada, sente nervosismo, etc. Mas tudo isso tem uma explicação e o cérebro tem um papel crucial para as reações corporais desse sentimento. Para entender melhor o funcionamento cerebral em um relacionamento, o Prof. Dr. Fabiano de Abreu — PhD em neurociência e biólogo — explica melhor os efeitos biológicos no cérebro durante a paixão.

“Detalhar como o cérebro funciona no relacionamento não é tão simples, pois depende não só do sentimento da pessoa, como também outros fatores como a personalidade e inteligência. Estes também interferem em como o cérebro funciona no relacionamento. Portanto, qualquer receita de bolo para este título estaria equivocada. Mesmo assim, posso selecionar alguns fatores que possam acontecer em diferentes casos no relacionamento.”, inicia.

"O neurotransmissor envolvido é a famosa dopamina, responsável pela sensação de recompensa [...] diversas regiões do cérebro estão relacionadas à paixão, entre elas, o córtex pré-frontal e as demais que estão localizadas nas regiões do núcleo da base e do sistema límbico".

Cérebro ou coração?

aO cérebro é o único culpado pelo que sentimos quando estamos apaixonados. (Fonte: Shutterstock)

As emoções estão intimamente ligadas com o funcionamento cerebral que, quando está “apaixonado”, apresenta altos níveis de dopamina que pode levar o cérebro a considerar o sentimento como um vício. Mas entre todas essas alterações que ocorrem durante o amor, quais delas são responsáveis também pela paixão e, biologicamente falando, há diferença entre os dois sentimentos?

"Já ouviu dizer que a paixão é passageira? Porque é uma emoção com prazo de validade e de alta intensidade. A paixão ocasiona estados de hipermotivação, perda da razão, estresse, dependência, obsessão e compulsões [...], já no amor, vamos falar do hormônio oxitocina, também liberado no parto ou no sexo. Ele está relacionado a vínculos mais duradouros. Assim como a vasopressina, este hormônio aumenta a pressão sanguínea, por isso amar faz bem", explica o Dr. Fabiano.

O amor é um dos sentimentos mais desejados e um dos que proporciona mais reações prazerosas no cérebro, mas e durante um término? Como o cérebro reage? "Quando isso não acontece, a ansiedade aumenta e envolve constantemente a amígdala cerebral que, com o passar do tempo, se não resolver, coloca a pessoa em um sentimento de infelicidade causando disfunção generalizada em diversos neurotransmissores".

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