Hoje é dia 29 de fevereiro, uma data que ocorre apenas a cada quatro anos, no ano bissexto. Mas você sabe como um ano é medido? Que cálculos foram feitos para que tivéssemos um calendário assim, todo certinho?

Você não imagina o trabalho!

Na verdade, o nosso calendário anual não é perfeito, e foram necessários muitos cálculos e ajustes para que fosse possível criar o modelo que utilizamos no nosso dia a dia.

Um ano — ou 365 dias — é o tempo aproximado que a Terra leva para completar uma volta ao redor do sol. O problema é que demoramos um pouquinho mais do que isso: na verdade, levamos 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos para completar essa volta.

Então, como são distribuídos os dias no calendário, se na verdade sobram quase seis horas nessa conta? Esse fato deu o maior trabalho.

Os astrônomos começaram por dividir o ano em meses de 30 e 31 dias, exceto pelo mês de fevereiro, que ficou com 28. Para ajustar no calendário as horas que sobram, de quatro em quatro anos temos um dia a mais — 366 —, resultado da soma de todas elas. Assim, fevereiro fica com 29 dias.

E por que alguns anos têm mais dias que outros?

A Terra não completa exatamente 365 voltas sobre o seu eixo enquanto orbita ao redor do sol, pois ficam sobrando quase seis horas por ano.

Assim, se não fizéssemos os ajustes no calendário, depois de três décadas a diferença seria de uma semana a menos no ano. Passados alguns séculos, ela seria de alguns meses. Isso significa, por exemplo, que as estações do ano trocariam de lugar, e o nosso natal poderia realmente ocorrer no inverno. Pelo menos, o coitado do Papai Noel não morreria mais de calor!

Porém, isso fez com que os astrônomos se vissem com mais um problema nas mãos.

Mais cálculos

Os astrônomos perceberam que 365 dias não eram suficientes para ajustar todos os dias do calendário anual, enquanto que 366 eram dias demais. A solução encontrada para solucionar esse problema foi acrescentar um dia a mais ao calendário a cada quatro anos.

Como a cada ano ficam faltando aproximadamente seis horas para completar o calendário, depois de quatro anos elas somam 24 horas, ou seja, o dia que faltava!

Calma. Não foi tão simples assim

Para se certificarem de que a conta estava correta, os astrônomos decidiram refazer todos os cálculos. Eles então descobriram que, adicionando um dia ao calendário a cada quatro anos, depois de 100 anos teríamos uma diferença de um dia a mais.

E, se não acrescentassem esse dia a cada 100 anos, pulando o ano bissexto, depois de 400 anos ainda sobraria 1 dia.

Novos ajustes

Foi então que, depois de calcular e recalcular, deliberar e discutir, eles chegaram às seguintes regras:

  • Todos os anos múltiplos de 400 são bissextos — exemplos: 1600, 2000, 2400, 2800;
  • Todos os anos múltiplos de 4, mas não múltiplos de 100, também são bissextos — exemplos: 1996, 2004, 2008, 2012.

O novo método não é completamente perfeito, mas seguindo a nova regra estabelecida, somente teremos um dia sobrando no nosso calendário depois de oito mil anos — tempo mais que suficiente para que alguém resolva inventar uma maneira mais precisa de contar os dias do ano.

E aí, você se habilita?