(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

De acordo com uma notícia publicada pelo Live Science, uma equipe de pesquisadores acredita que a queda de uma das civilizações urbanas mais antigas do mundo, a Harappan — ou Hindu — aconteceu em decorrência de mudanças climáticas ocorridas na época.

A civilização Harappan se desenvolveu há 5.200 anos, chegando a ocupar uma área de um milhão de quilômetros quadrados, distribuídos do Mar Arábico, passando pelas planícies do Rio Indo até o Rio Ganges, hoje correspondente aos territórios da Índia, Paquistão, Nepal e Bangladesh. Em seu apogeu, os povos somavam, provavelmente, 10% da população mundial da época.

Contudo, por volta de 3.900 e 3 mil anos atrás, a civilização começou a desaparecer, com a migração das populações para o leste. Com base em informações obtidas através de imagens de satélite e amostras geológicas de todo o território ocupado pelos povos Harappan, os pesquisadores reconstruíram a paisagem da época, encontrando evidências de câmbios climáticos que afetaram o ciclo das monções da região, diminuindo a incidência de chuvas.

Mudanças climáticas

A redução das chuvas afetou a agricultura local, forçando as populações a migrarem para outras regiões, formando agrupamentos menores e com menos demandas que os gigantescos assentamentos urbanos anteriores.

A civilização Harappan somente começou a ser estudada a partir de 1920, quando pesquisadores começaram a descobrir inúmeros vestígios de povoados estabelecidos próximo ao Rio Indo e seus afluentes, assim como na enorme região desértica entre as fronteiras da Índia e Paquistão.

Aparentemente, suas cidades eram muito organizadas e sofisticadas, contando com sistemas de esgoto e rotas comerciais por mar com a Mesopotâmia, assim como rotas internas, e um tipo de escrita que ainda não foi decifrada.

Fontes: Live Science e PNAS