8 descobertas sobre o sacrifício humano
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8 descobertas sobre o sacrifício humano

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Os sacrifícios humanos formaram um aspecto terrível da história da humanidade. Enquanto a maioria dos arqueólogos concorda que as práticas de sacrifícios provavelmente não eram tão difundidas conforme relatadas, infelizmente elas ocorreram em várias partes do mundo (e ainda ocorrem). Concentrando-se em achados arqueológicos e alguns fatos tristes da atualidade, confira abaixo oito descobertas históricas sobre o sacrifício humano.

8 – Mulheres na China no período Neolítico

Fonte da imagem: Reprodução/List Verse

Na antiga cidade chinesa de Shimao — fundada há cerca de 4,3 mil anos e que só foi habitada por 300 anos —, os arqueólogos fizeram uma descoberta macabra de mais de 80 crânios nas ruínas datadas da era Neolítica.

Os crânios eram todos de mulheres, e as análises mais aprofundadas mostraram evidências de mortes violentas envolvendo objetos pontiagudos e fogo. Os pesquisadores acreditam que elas provavelmente pertenciam a grupos inimigos e foram sacrificadas como parte das cerimônias para marcar a fundação da cidade.

7 – Escravos dos vikings

Fonte da imagem: Reprodução/List Verse

Quando os vikings invadiram a Europa por volta do final do século 8 até o 11, eles literalmente “tocavam o terror”, sequestrando pessoas de aldeias saqueadas para torná-las escravas na Escandinávia.

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Oslo descobriram que, quando um viking morria, seus escravos eram sacrificados com decapitação e enterrados juntos com seu “mestre”. Eles concluíram essa informação através de uma escavação arqueológica na área de Flakstad, na Noruega, que tinha muitos indícios de povoados vikings.

Os túmulos tinham mais de uma ossada e os especialistas ficaram curiosos com isso. Com exames de DNA, eles verificaram que os restos mortais sem cabeça tinham subsistido em uma dieta visivelmente diferente das dietas das pessoas que foram enterradas com a cabeça intacta.

Os pesquisadores também testaram o DNA mitocondrial dos esqueletos e constataram que os corpos provavelmente não estavam relacionados entre si, evidenciando o fato de que eram escravos enterrados com seus mestres como um “presente” após a morte.

6 – Templo no Peru

Fonte da imagem: Reprodução/List Verse

Antes dos incas, o território peruano foi o lar de muitas outras civilizações, incluindo o povo conhecido como o Moche, que prosperou entre 100 e 800 d.C.. Os sacerdotes e guerreiros estavam no topo da hierarquia social, tendo amplos poderes sobre as classes mais baixas.

Os guerreiros levavam seus prisioneiros para os templos, onde os sacerdotes supervisionavam suas mortes. Estas práticas sacrificiais eram muito difundidas, sendo retratadas em pinturas de murais que mostravam as cenas de homens nus e amarrados sob tortura.

Uma das maiores ruínas encontradas até hoje é chamada de Huacas de Moche, onde restos mortais de sacrificados continuam a ser descobertos. Atualmente cerca de 70 vítimas já foram encontradas. Os arqueólogos acreditam que as vítimas eram de terras distantes e que seus crânios eram transformados em copos, nos quais o sangue delas era oferecido aos deuses.

5 – Crianças para os deuses

Fonte da imagem: Reprodução/Live Science

Os incas deixaram para trás o seu legado, que também envolvia o sacrifício humano. Neste império, as crianças eram a preferência sacrificial, pois os incas acreditavam que deviam matar os seus filhos para apaziguar a ira dos deuses.

A prática provavelmente surgiu por uma série de razões. O território onde viviam ostentava montanhas traiçoeiras, paisagens áridas e invernos rigorosos. Tudo isso combinado com uma infinidade de catástrofes naturais horrorizava os incas, que passaram a acreditar que, se sacrificassem seus filhos, os deuses parariam de “castigar” a sua terra com esses problemas. No entanto, aparentemente, esses rituais eram feitos sem brutalidade física.

Em 1999, três corpos de crianças incas foram encontrados nas proximidades de um vulcão na Argentina. De acordo com algumas pesquisas feitas recentemente, essas crianças foram mortas em rituais religiosos em que as obrigavam a ingerir álcool em grandes quantidades e folhas de coca, a planta que dá origem à cocaína.

Segundo os pesquisadores, essas substâncias eram usadas de forma que as crianças se tornassem complacentes com o sacrifício. As múmias datam de cerca de 500 anos e são incrivelmente bem conservadas. Você pode conferir mais detalhes sobre esse caso neste outro artigo do Mega Curioso.

4 – Civilização dos Minoans

Fonte da imagem: Reprodução/List Verse

Os Minoans formaram uma civilização que viveu em Creta, na costa da Grécia, na Idade do Bronze, entre 3.000 a 1.100 a.C. Os arqueólogos acreditam que os chamados minoicos eram um povo inteligente e poderoso, com tecnologias avançadas e uma sociedade igualitária entre os sexos.

Porém, até mesmo a cultura mais pacífica pode ter práticas brutais. Tanto que na colônia minoica de Knossos há evidências de sacrifício de crianças e canibalismo, como foi relatado por pesquisadores. Pinturas retratam cerimônias religiosas, incluindo sacrifícios humanos oferecidos aos deuses em altares.

Quando uma casa minoica foi escavada, os arqueólogos encontraram evidências de sacrifício em massa de crianças que estavam enterradas. De acordo com as análises, a carne delas tinha sido arrancada, talvez devido ao canibalismo.

3 – Celtas

Fonte da imagem: Reprodução/List Verse

Os celtas chegaram à Grã-Bretanha em torno de 700 a.C. com algumas crenças religiosas particularmente interessantes, incluindo o sacrifício humano. Até os romanos — que não eram lá flor que se cheirasse — se espantavam com as barbaridades que o povo celta cometia.  

Muitos rituais eram feitos em pântanos. Uma das evidências mais famosas dessas cerimônias de sacrifício dos celtas é o corpo de um homem apelidado de Fred “Fissurado”, que viveu há cerca de 2,5 mil anos. Encontrado em 1981, no vilarejo de Fiskerton (Inglaterra), Fred estava ao lado de ferramentas e armas. Ele havia sofrido um duro golpe de espada na parte de trás da cabeça, e os pesquisadores acreditam que ele tenha sido objeto de sacrifício nessa época.

2 – Pirâmides

Fonte da imagem: Reprodução/List Verse

O sacrifício humano não era uma prática incomum no Egito, sendo que o chamado “sacrifício de retenção” era particularmente popular. E o que significa esse termo? Um sacrifício retentor é como um assassinato ritualizado, após a morte de um governante, de modo a facilitar o “caminho para a luz” para as outras pessoas que o acompanham.

Os primeiros indícios dessa prática no Egito vêm entre 3,5 mil a 3,2 mil a.C.. A prática tinha seus altos e baixos, mas, durante a Primeira Dinastia, os sacrifícios eram mais frequentes. O trauma externo não era evidente nos vestígios dos sacrificados, provavelmente para evitar a perda de sangue, e ainda não está claro se as vítimas foram coagidas ou voluntárias.

1 – Uganda

O sacrifício humano soa como algo que apenas as culturas antigas faziam há muito tempo. No entanto, infelizmente essas ações ainda existem em algumas partes do mundo. O último item nesta lista não é um achado arqueológico, mas algo atual, que acontece em Uganda.

Entre 2009 e 2010, os noticiários denunciavam as histórias de assassinatos em rituais e sacrifícios de crianças provenientes de Uganda. Porém, a prática não parou e parece que até aumenta a cada dia. Mas por que esse povo tem cometido tão cruel atrocidade?

Alguns pesquisadores acreditam que uma coleção de filmes da Nigéria tem incentivado as pessoas a sacrificar crianças. Os filmes retratam que famílias ficam ricas após a realização de um sacrifício humano. Outro fator pode ser uma resposta a uma sensação de desastre iminente. Neste caso, a iminência da crise é a fome que assola o país.

Muitas das crianças que são mortas foram sequestradas e são estranhas para os seus assassinos. Alguns ativistas têm lutado para o fim dessa prática. 

*Publicado originalmente em 20/01/2014.

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