Redução na força da mão pode representar cognição e memória prejudicadas

Redução na força da mão pode representar cognição e memória prejudicadas

Último Vídeo

Um aperto de mão fraco pode indicar cognição e memória prejudicadas para adultos mais velhos e idosos. É o que indica um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Michigan e da Universidade Estadual de Dakota do Norte. A equipe acompanhou cerca de 14.000 participantes com 50 anos ou mais que faziam parte do Estudo de Saúde e Aposentadoria de 2006.

Fonte: Divulgação/Pixabay. 

De acordo com um estudo publicado no portal da Universidade de Michigan (UM) na última quarta-feira (21), os pesquisadores avaliaram os apertos de mão com uma ferramenta chamada dinamômetro de mão. Além disso, a função cognitiva foi avaliada com um Mini-Mental State Examination modificado, um teste amplamente utilizado em idosos que inclui testes de orientação, atenção, memória, linguagem e habilidades visuoespaciais. 

Os pesquisadores descobriram que a cada redução de 5 quilos na força de preensão manual estava associada a uma probabilidade 10% maior de comprometimento cognitivo de qualquer intensidade e chances 18% maiores de comprometimento cognitivo grave. Isso significa que uma redução na força de preensão está associada à degeneração neural, o que ressalta a importância do exercício de fortalecimento muscular. "Essas descobertas sugerem que esse é outro exemplo que indica que permanecer fisicamente ativo afeta a nossa saúde geral e cognitiva", explica a coautora do estudo, Sheria Robinson-Lane, professora assistente da Escola de Enfermagem da UM.

"O resultado do estudo é mais uma evidência de que os provedores deveriam incluir a força de preensão, que não é utilizada atualmente, nas avaliações de rotina para adultos mais velhos", ressaltou o primeiro autor Ryan McGrath, professor assistente na Universidade Estadual de Dakota.

A pesquisa, publicada no Journal of Alzheimer's Disease, também contou com a participação de pesquisadores da Universidade de New Hampshire, Universidade de Ohio e da Sanford Research. 

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.