Quais animais são mais vulneráveis à covid-19?

Quais animais são mais vulneráveis à covid-19?

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Não são só os humanos que devem se preocupar com a pandemia do novo coronavírus. De acordo com um novo estudo conduzido pela Universidade da Califórnia (UC) em Davis, nos Estados Unidos, existe uma série de espécies no reino animal que também são suscetíveis a contrair uma infecção de covid-19.

Os cientistas da UC realizaram experimentos com 410 espécies de animais vertebrados — entre eles mamíferos, répteis e anfíbios —  para definir quais deles eram mais vulneráveis ao vírus SARS-CoV-2. Afinal, você deve ficar preocupado que seu pet contraia a doença? Vamos descobrir!

Alerta para os primatas

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

De acordo com os resultados da pesquisa, os animais com o maior risco de contrair uma infecção de SARS-CoV-2 são os nossos parentes mais próximos no reino animal: os primatas. Espécies como chimpanzés, orangotangos, bonobos e gorilas encontram-se liderando o ranking de risco durante a pandemia.

Alguns mamíferos marinhos também foram destacados como animais com alto risco de infecção, como é o caso das belugas, dos narvais e das baleias orcas. 

Segundo os pesquisadores da UC, o trabalho forneceu algumas informações preocupantes para o reino animal. Aproximadamente 40% dos animais classificados com alto risco de infecção pelo vírus encontram-se ameaçados de extinção.

Donos de gatos e cachorros devem se preocupar?

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Os donos de gatos devem estar mais atentos para o coronavírus do que aqueles que possuem um cachorro. A pesquisa demonstra que, assim como outros felinos, os gatos são considerados animais de risco médio ao SARS-CoV-2.

Já os caninos ficaram posicionados no fundo da tabela junto de animais como os ursos pardos, os ursos polares e os rinocerontes entre as espécies com baixo risco de infecção.

O que determina o risco de infecção?  

O coronavírus encontra espaço para entrar no corpo humano através da proteína ACE2, que está presente na superfície de diversas células e é composta por uma sequência de 25 aminoácidos. Portanto, é possível realizar uma previsão do risco de infecção de um animal ao observar os receptores de proteínas de suas células.

Quanto mais perto da combinação de 25 aminoácidos estiver o receptor de proteína animal, mais vulnerável essa espécie estará ao vírus. Os cientistas pretendem continuar analisando a possibilidade de uma baixa vulnerabilidade também significar um baixo risco da infecção se espalhar de maneira severa durante os raros casos de contaminação.

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