Misofonia: a bizarra intolerância a sons

Você já ouviu falar no termo "misofonia"? Para quem não o conhece, esse é o nome dado às pessoas que sofrem de uma condição de saúde que as faz ter reações intensas a alguns tipos de som, ou seja, para esses indivíduos, escutar alguém mascando um chiclete ou apertando o botão de uma caneta diversas vezes pode ser insustentável.

E não é qualquer tipo de incômodo: uma pessoa com misofonia pode ter vontade de chorar, irritação acima do normal e vontade de sair correndo ao ouvir esses pequenos ruídos. De acordo com o Misophonia Institute, aproximadamente 15% dos adultos no mundo todo sofrem dessa síndrome.

O que é a misofonia?

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

A misofonia pode ser descrita como uma síndrome de sensibilidade sensitiva ao som. Porém, o problema acontece especialmente com sons baixos e minuciosos. Um indivíduo que sofre dessa condição provavelmente ficará incomodado com o barulho das teclas do computador, o som da mastigação ou qualquer outro que costuma passar desapercebido pela maioria das pessoas.

Estima-se que 150 mil casos de misofonia sejam diagnosticados no Brasil por ano. Apesar de ter sido reconhecida somente em 2000 pela comunidade médica, a misofonia é um problema antigo e que afeta pessoas pelo mundo. Em alguns casos, até mesmo o barulho de alguns animais pode se tornar um verdadeiro problema no dia a dia, como latidos, miados e piados.

O sintoma mais comum apresentado pelos misofônicos costuma ser uma forte reação emocional totalmente desproporcional ao fato ocorrido. Isso gera sentimentos de raiva, ódio, irritabilidade ou até mesmo nojo. Taquicardia, palpitação, sudorese e mal-estar também são alguns problemas que costumam aparecer e podem estar associados à aversão inicial.

Busca por tratamento

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Embora a misofonia não seja uma síndrome tão fora do comum assim, não há tratamento para essa condição até hoje. Entretanto, existem algumas ações que os misofônicos costumam fazer para atenuar o problema ou diminuir as reações.

Um exemplo disso é o uso de tampões no ouvido, o que pode fazer os sons ficarem menos perceptíveis e incômodos. Pesquisas científicas sobre o tema têm relacionado o problema à ansiedade, a zumbido e ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Portanto, cafeína e álcool podem aparecer como potencializadores da situação e devem ser evitados quando possível.

Atualmente, os cientistas esperam conseguir identificar a maneira como a síndrome afeta o cérebro de uma pessoa para encontrar possíveis tratamentos para ela. Entre as hipóteses que vêm sendo testadas, há a de passar uma corrente elétrica de baixa intensidade pelo crânio — o que é conhecido por ajustar algumas funções do cérebro.

Como a misofonia é um problema relativamente recente, existem poucos estudos a respeito do tema. Porém, a tendência é que cada vez mais informações sejam descobertas sobre essa condição e que mais tipos de terapia sejam experimentados ao longo dos anos. 

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