Castigo Romano: conheça a mais cruel das penas aplicadas na Roma antiga
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Castigo Romano: conheça a mais cruel das penas aplicadas na Roma antiga

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É bom avisar: esta leitura é um teste para claustrofóbicos e tem um twist bizarro de crueldade e sadismo. 

Muitas civilizações algumas mais antigas e até mesmo povos contemporâneos possuem em suas culturas certos rituais ou leis sob os quais nós, habitantes do mundo moderno civilizado, teríamos dificuldade de conviver, não há dúvida.

Em um olhar rápido pela história da humanidade, dá para enumerar dezenas de tipos no mínimo questionáveis de punição e castigo para pessoas fora da lei e também crueldades em forma de ritos de passagem ou costumes pouco ortodoxos. Para nomear alguns, podemos citar a queima das bruxas, a crucificação, e por aí vai. A criatividade humana parece não ter limites nesse sentido. 

Poena cullei, a penalidade do saco

Uma dessas bizarras invenções foi posta em prática na Roma Antiga e fazia parte da Lei Romana. Era a punição para pessoas que cometiam parricídio — ou seja, tiravam a vida de seu pai ou sua mãe. O nome? Bem elucidativo: poena cullei, a penalidade do saco. 

Descrevemos abaixo o que parece ser uma das maneiras mais cruéis de se castigar uma pessoa — muitas das vezes crianças — e, de fato, essa era a concepção do castigo: a maior das penas capitais aplicada ao facínora que ousara tirar a vida daquele que o concebeu.  

Segundo a Lei Romana, a poena cullei exigia os seguinte itens: um saco feito de couro, um macaco, um cachorro, sapatos de madeira, uma víbora e um galo. Junte todos esses animais vivos dentro do saco, coloque a pessoa viva lá dentro com os sapatos de madeira. Costure a boca do saco e deixe que os instintos mais selvagens da natureza tomem conta desse espaço. Acrescente mais um requinte de crueldade: jogue o saco no mar ou no rio mais próximo da cidade. 

Essa, digamos, receita de castigo foi amplamente utilizada no passado e os primeiros relatos de poena cullei datam do século 1 a.C., tendo a prática perdurado por 600 a 700 anos, até o século 6 d.C. Há, no entanto, fontes que documentam que ela tenha sido empregada em séculos seguintes com relatos de que tenha ocorrido até o século XVIII, em países saxões com adaptações tanto dos animais quanto dos simbolismos inseridos no contexto desse fenômeno.  

Para nós, meros leitores de um passado rico em perversidades, nos resta agradecer por certos aprendizados da humanidade e pela criação dos direitos humanos que nos livra, ao menos nas vias legais, de castigos cruéis e desumanos.

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