O Batman realmente existiu, mas pouco lembra nosso herói

O Batman realmente existiu, mas pouco lembra nosso herói

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Claramente, a intenção em criar super-heróis foi algo fictício e apenas por entretenimento. Mais como símbolos de força, determinação e diversas outras virtudes, geralmente relacionadas aos conflitos de bem versus mal, a existência de tais personagens em seu multiverso midiático (revistas, filmes, séries, colecionáveis etc.) é puramente irreal, apesar de não ser possível desprezar suas inspirações que, em alguns casos, baseiam-se em nomes reais da história, seja crença ou não, como a Princesa Diana e as Amazonas, Loki, Hércules e Aquaman.

E é através dessas relações de existência e formação que chegou-se à pergunta sobre um dos heróis mais icônicos de todos os tempos: e o Batman, existiu? Aproveitando-se do grande momento que vive o morcegão e de toda a questão cinematográfica envolvendo sua personagem, além de sua própria história ser bastante palpável, já que se trata de um herói "possível", ou seja, sem superpoderes, formou-se uma relação lógica, e foi partindo desse grande nome da história dos quadrinhos que chegou-se a outro: o deus-morcego da mitologia mesoamericana Camazotz.

Reprodução gráfica estilística de Camazotz. (Fonte/Reprodução)

Camazotz ('morcego da morte' em K'iche', linguagem maia da Guatelama) é uma lenda mesoamericana de uma perigosa criatura-morcego das cavernas. Era cultuado pelos zapotecas, de Oaxaca, México, em templos em formato de ferradura e direcionados ao Oriente, ricos em monumentos de ouro e altares onde "milagres" de cura e morte eram executados. Poucos registros sobre a criatura, oriundos, em sua grande maioria, do livro sagrado da criação maia, o Popol Vuh, ligam o deus-morcego ao submundo, relação coexistente com a própria natureza dos morcegos, com características noturnas e escuras, além de ter repulsão por humanos e ser conhecido como sugadores de sangue de mamíferos.

Considerado como um dos demônios responsáveis por banir a humanidade durante a era do primeiro sol, sua metodologia era atacar as vítimas no pescoço e, logo em seguida, decapitá-las. O habitante da caverna Zozilaha tinha um engenhoso nariz em formato de faca, facilitando a execução do modus operandi.

(Fonte: Christian Pacheco/Divulgação)

E em homenagem ao dues-morcego e ao 75º aniversário do Batman, em 2014, Christian Pacheco, artista mexicano, desenvolveu uma linda arte relacionando Camazotz e o cavaleiro negro, criando uma impressionante nova vestimenta para o herói inspirado na cultura maia, capaz de deixar qualquer um babando.

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