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5 lugares desastrosos que já aconteceram competições olímpicas

Quando pensamos nos jogos olímpicos de hoje, instintivamente pensamos em todas as estruturas magníficas montadas pelo país-sede para receber os mais diferenciados tipos de evento. Entretanto, todo esse preparo qualificado nem sempre foi uma grande preocupação nos bastidores das competições.

Se pararmos para analisar as olimpíadas do passado, podemos encontrar uma série de defeitos que, inclusive, prejudicavam, e muito, a qualidade do esporte para os competidores. Por isso, nós criamos uma lista com cinco estruturas olímpicas que não eram exatamente propícias para a prática esportiva. Olha só!

1. Tóquio (1964)

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Quando os atletas de polo aquático chegaram ao Japão para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964, eles se depararam com uma piscina extremamente rasa. Imediatamente alguns times passaram a reclamar que os atletas mais altos conseguiriam ficar de pé se apoiando no fundo da piscina, criando uma vantagem injusta.

Em declaração, por um lado, o técnico da Hungria chegou a dizer que até mesmo seu atleta mais baixo conseguia ficar de pé. Por outro, quem não se manifestou foi a Iugoslávia — de longe o time mais alto do torneio. Tentativas de aumentar o nível da água foram feitas e a mudança parece ter dado resultado: a Iugoslávia ficou apenas com o segundo lugar, perdendo a medalha de ouro para a Hungria.

2. Antuérpia (1920)

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

O frio e a sujeira foram inimigos dos nadadores que participaram dos Jogos Olímpicos da Antuérpia em 1920. A cidade portuária da Bélgica havia acabado de construir uma nova piscina para a competição que não foi nem um pouco aprovada pelos competidores.

A nadadora norte-americana Aileen Riggin chegou a dizer que o espaço mais parecia uma "cova recém-cavada, com um aterro na lateral para proteção em caso de guerra". Além disso, muitos atletas reclamaram que a água estava escura demais e extremamente gelada, sendo necessário o uso de várias camadas de roupa para escapar do frio enquanto nadavam. 

3. Berlim (1936)

(Fonte: IOC/Divulgação)(Fonte: IOC/Divulgação)

Até os Jogos Olímpicos de 1948 todas as partidas de basquete eram disputadas a céu aberto. Nunca houve qualquer tipo de problema quanto ao clima — exceto em Berlim no ano de 1936. As partidas disputadas no torneio da Alemanha aconteceram em quadras de tênis com solo de areia.

No dia da final, porém, uma chuva ridiculamente intensa tomou conta do local, e a quadra logo se tornou um pasto de lama, fazendo ser quase impossível para alguém pontuar. Apesar dos finalistas, Estados Unidos (EUA) e Canadá, desejaram adiar o jogo, os organizadores mantiveram a decisão de continuá-lo independente do tempo e se os jogadores conseguiriam quicar a bola no chão ou não.

Ao fim, a partida de baixíssimo placar terminou com 19 pontos para os EUA e 8 pontos para o Canadá.

4. Pequim (2008)

(Fonte: Greg Baker/AP)(Fonte: Greg Baker/AP)

Os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008 mostram como até mesmo as estruturas mais recentes não são plenamente à prova de tudo — principalmente pelo alto índice de poluição no caso dessa cidade-sede. A sujeira do ar era tamanha que uma poeira cinza cobriu algumas das arenas em momentos críticos, criando dificuldade até mesmo para respirar.

Conforme o evento progrediu, chuvas e mudanças na direção do vento ajudaram a diminuir a fumaça, mas o calor era intenso e a umidade do ar também. Atletas que sofrem de asma foram particularmente afetados, inclusive com algumas desistências antes mesmo do início das olimpíadas.

5. Londres (1948)

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Conhecido por "Jogos de Austeridade", os Jogos Olímpicos de Londres em 1948 foram o primeiro grande evento esportivo em 12 anos desde o início da Segunda Guerra Mundial. Como a cidade havia sido relativamente destruída pelo conflito armado, a organização foi feita às pressas. 

A pista de atletismo construída no Estádio de Wembley, por exemplo, não tinha iluminação interna, o que virou um problema para os competidores. Diversos eventos do decatlo foram disputados durante a noite, com baixíssima visibilidade. Bob Mathias, de apenas 17 anos, precisou contar com a ajuda de um companheiro segurando uma lanterna para realizar o salto com a vara. 

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