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Esmagamento: conheça um dos métodos de tortura mais cruéis do passado

Se você tivesse sido condenado por algum crime no passado, não havia tipo de pena mais cruel do que ser esmagado até a morte — e olha que esse não era um método tão inusitado assim. Enquanto amarrada, essa pessoa teria grandes pesos colocados sobre ela aos poucos até que a pressão fosse suficiente para triturar seu corpo. 

O primeiro relato desse tipo de execução está ligado ao sudeste da Ásia, há 4 mil anos, quando um elefante treinado seria utilizado para esmagar por completo um prisioneiro desobediente. Para os sortudos, o animal pisaria com tanta força que seria esmagado feito um inseto. Para os azarados, restava apenas uma morte lenta e muito dolorosa. 

Difusão pelo mundo

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Embora existam poucas evidências de que a morte por pressão tenha sido usada como método de execução em nações como a Pérsia, Cartago e a Roma Antiga, praticamente todos os países do mundo já praticaram o esmagamento de uma forma ou outra.

Enquanto o sudeste asiático usava elefantes, relatos indicam que os romanos preferiam leões e ursos por serem criaturas mais inteligentes e fáceis de treinar. Na Grã-Bretanha, por outro lado, essa prática era usada como tortura. Enquanto muitos países usavam a pressão até a morte em condenados convictos, os britânicos faziam isso para que um suspeito confessasse seus crimes.

A corte esperava que a pressão fizesse os criminosos confessarem ou apelarem sobre a condenação. Caso o indivíduo continuasse sem se manifestar, mais peso seria colocado aos poucos em seu peito — até o ponto em que essa pessoa sufocaria e teria seus ossos quebrados.

Bruxas de Salém

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Para muitos, confessar um crime que não havia cometido não era uma opção plausível. O melhor exemplo disso aconteceu nos Estados Unidos durante os julgamentos das Bruxas de Salém. Em 1692, cerca de 200 pessoas foram acusadas de bruxaria na cidade de Danvers, próxima a Boston.

Entre elas estavam Giles Corey, um fazendeiro que já havia sido condenado anteriormente por ter batido em um ladrão de maçãs até a morte. Assim como muitas pessoas não gostadas pela comunidade, Corey se viu no meio das acusações de bruxaria e pouco poderia fazer para se defender.

Restava-lhe duas opções: ele poderia entrar com um recurso e acabar condenado da mesma forma, ou simplesmente se recusar a ser julgado. Porém, a última escolha viria acompanhada da decisão do júri de pressioná-lo até confessar.

Giles não queria que suas propriedades fossem tomadas pelas autoridades locais, então ele nunca implorou. No terceiro dia, em 19 de setembro de 1692, ele morreu pressionado até a morte. Segundo historiadores, esse caso fez com que a população local mudasse sua visão sobre como os julgamentos das Bruxas de Salém estavam sendo feitos. 

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