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Por que esses 3 santos carregam partes decepadas de seus corpos?

A imagem de um santo sempre precisa estar associada a um fator: a paz. Por isso, as figuras são pintadas em cores suaves, com feições cálidas de traços marcantes e bonitos.

A inspiração pelo divino precisa estar em cada detalhe, ainda que o conjunto não seja o mais caprichoso o possível — o que varia de um artista para outro. No final das contas, a figura de um santo precisa ser digna de devoção.

No entanto, nem todos eles são assim. Entre os 10 mil santos reconhecidos atualmente pela Igreja Católica Romana, alguns são retratados em cenas sangrentas, segurando a própria cabeça ou até mesmo entranhas estripadas, divergindo totalmente da proposta de paz e divindade.

Esses são os retratos dos santos mártires, pessoas que preferiram ser mortas a renunciar a sua fé, portanto, as histórias deles, por mais brutais e violentas que tenham sido, tornaram-se símbolos de representação.

1. São Dionísio de Paris

(Fonte: AnaStPaul/Reprodução)(Fonte: Wikimedia Commons)

Conhecido por ser o santo padroeiro da França, São Dionísio é retratado carregando a própria cabeça nas mãos para representar sua luta na conversão ao cristianismo da população local da Gália.

Acredita-se que o santo tenha sido espancado, arrastado pelas ruas da província e decapitado pelo prefeito da região. Conforme a lenda, seu corpo santificado teria se erguido após a morte e carregado a própria cabeça por quilômetros até a abadia, que agora é a Basílica de Saint-Denis.

2. Santa Ágata

(Fonte: Pinterest/Reprodução)(Fonte: Wikimedia Commons)

Santa Ágata da Sicília foi uma das virgens mártires que juraram sua virgindade a Deus quando ainda era criança, para honrá-lo. Conforme o que se sabe da história dela, seu voto foi testado quando o prefeito romano da Sicília ficou obcecado por ela, mas Ágata preferiu ficar sozinha do que ceder às investidas dele.

Por isso, o homem a teria a torturado e mutilado, inclusive cortando seus seios, o maior símbolo de feminilidade e castidade de uma mulher naquela época. A lenda afirma ainda que Ágata também teria sido queimada na fogueira após o episódio bárbaro se não fosse por um terremoto que veio assim que a pira foi acesa, o que os fiéis entenderam como uma repreensão divina. Ágata então foi devolvida à prisão, onde acabou morrendo.

3. Lúcia de Siracusa

(Fonte: MaryPages/Reprodução)(Fonte: MaryPages/Reprodução)

Considerada a padroeira da visão, Santa Lúcia foi uma mártir assassinada no século IV, cuja mãe era portadora de uma doença misteriosa da época. Muito religiosa, Lúcia teria jurado à Santa Ágata que, se sua mãe fosse curada, ela permaneceria casta pelo resto de sua vida, doando toda a fortuna da qual era herdeira aos pobres.

Milagrosamente ou não, sua mãe foi curada, mas o juramento de Lúcia teve consequências enormes. A fortuna de sua família acabou atraindo a atenção de um jovem que desejava se casar com ela para poder usufruir de seus bens, mas como Lúcia recusou suas investidas, como punição, ele denunciou sua cristandade às autoridades.

Como resposta, eles teriam tentado forçá-la à prostituição, sob a ameaça de ser arrastada por bois se recusasse a se deitar com um homem. Mas Lúcia não cedeu. Assim que o homem que pretendia noivá-la apareceu, ele, que elogiava tanto a beleza de seus olhos, os arrancou para se "presentear". Santa Lúcia foi morta ao ser esfaqueada na garganta pelos agentes do governo.

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