6 eventos atmosféricos e astronômicos pra lá de curiosos
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6 eventos atmosféricos e astronômicos pra lá de curiosos

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O espaço está repleto de mistérios à espera de nossa compreensão. Muitas vezes, ele é o ambiente responsável por fenômenos incríveis e visíveis a nós aqui da Terra. Como se não bastasse, muitas atividades curiosas também acontecem graças à nossa atmosfera, comovendo quem vê os verdadeiros espetáculos que a natureza pode criar.

Para ter uma ideia das maravilhas que o universo nos guarda, confira a relação abaixo de fenômenos bastante curiosos e, quem sabe, você poderá se planejar para assistir a alguns deles na prática. Confira!

1. Parélio

Também conhecido por sundog, esse é um fenômeno atmosférico muito interessante, já que é capaz de criar pontos luminosos no céu, em ambos os lados do Sol. Apesar de esse ser um fenômeno que acontece no mundo todo e que pode ser visto em qualquer estação do ano, ele nem sempre é tão brilhante como o da imagem acima. Mesmo assim, é muito bonito de se ver.

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia

O parélio ocorre com a reflexão ou refração da luz do Sol por pequenos cristais de gelo provenientes de determinados tipos de nuvem, tendo sido registrado até mesmo em textos romanos dos anos 50 antes de Cristo.

2. Sprites

Os sprites são uma famosa classe de eventos luminosos que costumam ocorrer durante tempestades. Infelizmente, eles não podem ser observados facilmente por nós, já que ocorrem a uma altitude de cerca de 80 quilômetros e duram cerca de 20 milissegundos.

Fonte da imagem: Reprodução/Martin Popek

De coloração vermelha, os sprites podem ser capturados por câmeras de alta sensibilidade e são gerados pelos campos elétricos produzidos por relâmpagos que descem das nuvens para o solo. Esse fenômeno também já foi registrado na atmosfera de Netuno.

3. Blue jet

Os blue jets se diferenciam dos sprites por duas principais razões: primeiro, acontecem a uma altitude mais baixa, não excedendo os 40 ou 50 quilômetros de altura. Além disso, como o próprio nome indica, os blue jets são azuis, e não vermelhos.

Fonte da imagem: Reprodução/Patrice Huet

Esse fenômeno não está relacionado com a descida dos raios das nuvens para o solo, podendo ocorrer de maneira independente. A primeira observação de um blue jet é bastante recente e aconteceu em 1994.

4. Aparição do cometa Halley

O cometa Halley é o mais famoso de todos os que já passaram pela Terra, e a razão é muito simples: ele é visível a olho nu e também é o único cometa que pode ser avistado pela mesma pessoa duas vezes ao longo da vida, já que ele visita nosso planeta a cada 75 anos.

Fonte da imagem: Reprodução/NASA

Durante a aparição de 1986, o cometa Halley foi o único a ser observado, em detalhes, por uma sonda, o que forneceu à humanidade os primeiros dados observacionais do núcleo e da cauda de um desses astros.

5. Chuva de meteoros Leônidas

É sempre legal ver uma estrela cadente. Melhor ainda é ver uma chuva delas, ou seja, meteoros cruzando o céu frequentemente, madrugada afora. Esse fenômeno acontece graças à passagem do cometa Tempel-Tuttle, que deixou um rastro de partículas sólidas que se desprenderam do seu corpo ao se aproximar do Sol.

Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia

Assim, sempre que a Terra passa por esse rastro, os meteoroides promovem um verdadeiro espetáculo em nossa atmosfera.

6. Restos de uma supernova

A Nebulosa do Caranguejo, na constelação de Touro, é muito mais do que um corpo celeste difícil de ser encontrado por telescópios amadores. Essa nebulosa é, na verdade, os restos de uma supernova muito brilhante e que foi registrada em textos por árabes, chineses e japoneses que a avistaram em 1054.

Fonte da imagem: Reprodução/Hubblesite

Localizada a uma distância de 6,5 mil anos-luz da Terra, essa nebulosa também conta com um pulsar em seu centro. A radiação emitida por esse conjunto é importantíssima no estudo de diversos outros astros que possuem a capacidade de ocultá-la. Foi estudando essa ocultação, por exemplo, que astrônomos foram capazes de mapear a coroa solar durante as décadas de 50 e 60, assim como a espessura da atmosfera de Titã, a lua de Saturno, em 2003.

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