Mais um fragmento dos Manuscritos do Mar Morto acaba de ser decifrado
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Mais um fragmento dos Manuscritos do Mar Morto acaba de ser decifrado

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Sabe os Manuscritos do Mar Morto, né? Eles são uma coleção de documentos que foram encontrados acidentalmente por um jovem pastor beduíno no interior de uma caverna em Khirbet Qumran, no Deserto da Judeia, em 1947, e estão entre as descobertas arqueológicas mais importantes da História. Os manuscritos consistem em textos redigidos em aramaico, grego e hebraico há mais de dois mil anos — e representam a coleção de escritos bíblicos mais antiga de que se tem notícia.

Manuscritos do Mar Morto(National Geographic)

A coleção consiste em milhares de fragmentos que compõem mais de 900 manuscritos e até hoje — mais de 70 anos após a sua descoberta —, os textos continuam sendo estudados e decifrados. Pois, de acordo com Elana Glowatz, do site International Business Times, um dos últimos documentos acaba de ser traduzido por pesquisadores da Universidade de Haifa, em Israel, e o conteúdo se refere a um antigo calendário.

Desvendando o passado

Segundo Elana, durante os trabalhos, os estudiosos se depararam com uma palavra que eles jamais tinham visto anteriormente, “Tekufah”, que foi traduzida como “período”. Assim, os pesquisadores estabeleceram que o fragmento trata de dias específicos que marcavam a transição entre as estações do ano no calendário da seita que ocupava Qumran, e cujo ano contava com 364 dias.

Manuscritos do Mar Morto(National Geographic)

O time responsável pela tradução entende que um texto tratando de um calendário antigo pode parecer não ter qualquer importância. Contudo, os linguistas explicaram que é importante entender o contexto de quando o documento foi produzido. Na época, o tal calendário era um assunto pra lá de controverso, uma vez que o judaísmo segue o calendário lunar e os integrantes da seita acreditavam que o seu era mais preciso — com dias especiais caindo anualmente sempre na mesma data — e sagrado.

Os estudiosos também notaram que quem quer que tenha redigido o texto sobre o calendário optou por deixar algumas datas especiais de fora — e que outra pessoa resolveu corrigir o documento e incluir correções nas margens. Agora, de acordo com Elana, resta apenas mais um manuscrito para ser decifrado e os linguistas já estão com a mão na massa, portanto, não deve demorar muito até que tenhamos novidades sobre essas fascinantes relíquias históricas.

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