Sabe o que a purpurina da sua fantasia de Carnaval faz ao meio ambiente?
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Sabe o que a purpurina da sua fantasia de Carnaval faz ao meio ambiente?

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Você sabe como a purpurina — ou glitter — é produzida? Basicamente, esse material brilhante e colorido é feito de pedacinhos pequeninos de um polímero chamado polietileno tereftalato (ou apenas PET), isto é, de plástico “picadinho”. Como você deve saber, é possível encontrar diversos tamanhos de glitter no mercado, variando desde partículas de pó até fragmentos maiorzinhos, mas, de modo geral, a purpurina que normalmente encontramos por aí tem diâmetro que não passa de apenas um milímetro.

Carnaval é uma época em que, tradicionalmente, muita gente se joga no glitter para complementar as fantasias e dar um brilho extra ao visual festivo, certo? O problema é que essa purpurina toda precisa ir para algum lugar quando é removida do corpo e cabelos dos foliões — e adivinha onde ela vai parar!

Problema imenso

De acordo com Stephanie Pappas, do site Live Science, a maior parte da poluição presente nos oceanos é composta por microplásticos — entre eles, o glitter — que, de alguma forma, são despejados no mar, e não é de hoje que a presença dessas partículas preocupa os cientistas.

Purpurina(eCycle)

Para você ter uma ideia, segundo o site Plastic Oceans, mais de 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos mares todos os  anos. Além disso, de acordo com Juliana Gragnani, da BBC, um levantamento conduzido em 2015 revelou que existem entre 15 e 51 trilhões de fragmentos de plástico nos oceanos — e, desse total, 92,4 % consistem em microplásticos.

Obviamente, essa quantidade toda de microplásticos não é composta unicamente pela purpurina “carnavalesca”! A maior parte consiste de fragmentos que vão se desprendendo de objetos maiores, como garrafas PET, sacolas e outras porcarias que acabam parando no mar e se desintegrando com o tempo.

Festa com consciência

Acontece que a fauna marinha muitas vezes confunde esses pedacinhos de plástico flutuando nos oceanos com comida, acabam engolindo os fragmentos e, muitas vezes, inclusive morrendo. E tem mais: os cientistas descobriram que bichinhos como larvas, plâncton outros animais pequenos consomem essas partículas menores.

Glitter(Shutterstock)

Só que essas criaturas são a base da alimentação de outras criaturas e fazem parte da cadeia alimentar marinha. Sendo assim, elas comem o plástico que jogamos nos mares, acabam virando presa de peixes — que são pescados e vão parar nas nossas mesas (e estômagos), fechando o ciclo.

A purpurina não é o único vilão dessa história, mas certamente é um fator contribuinte para que o problema — e não é a toa que existem cientistas fazendo campanha para que o glitter seja banido da face da Terra, e não só durante o Carnaval! No entanto, que tal pensar com carinho na hora de se fantasiar e encontrar outras formas de brilhar?

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