O que é a morte?
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O que é a morte?

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O que é a morte? A resposta para essa pergunta parece simples, mas a realidade não é assim tão precisa. Não existe uma definição concreta de “momento da morte”, pois nosso organismo é muito complexo para que isso seja definido claramente.

Segundo Robert Veatch, do Instituto Kennedy de Ética, biologicamente não existe um momento exato da morte, mas sim uma série de minimortes com diferentes partes do corpo se desligando em seu próprio ritmo. Por isso, segundo ele, determinar o momento exato é essencialmente uma questão religiosa ou filosófica.

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Por esse motivo, criou-se o costume de velar um corpo antes do enterro, deixando os familiares com a certeza de que seu ente querido realmente não está mais entre nós. Existem histórias, não se sabe o quão verdadeiras, de que na Idade Média pessoas declaradas como mortas levantaram de seus caixões no meio da cerimônia. Com sorte, ninguém morreu de susto.

Já na Grécia Antiga, era comum decepar um dedo da pessoa falecida para que houvesse certeza sobre a morte. Não era um método tão eficaz, mas caso provasse que a pessoa não havia morrido, ainda seria melhor perder um dedo do que ser enterrado vivo.

Quais são as mortes possíveis?

"Uma pessoa é declarada morta quando seu coração para de bater e não existe mais respiração ou circulação sanguínea por vários minutos, tudo isso sem interferência de nenhum equipamento médico", diz o Dr. James Bernat, professor de Neurologia da Universidade de Dartmouth. Isoladamente, nenhuma das características determina um momento exato de morte, então é necessário o acúmulo de parada das funções para a confirmação do óbito.

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Mas e o cérebro?

Provavelmente, você já ouviu falar de morte cerebral, e ela realmente acontece. A situação se caracteriza pela ausência das funções do cérebro de uma forma irreversível, mesmo que a pessoa esteja respirando ou com o coração batendo.

Esses casos são os mais utilizados para transplantes de órgãos, pois, como o corpo ainda funciona biologicamente, o organismo se mantém conservado até o momento da doação. É importante ressaltar que essa situação é diferente de um estado de coma ou vegetativo, quando o cérebro ainda não perdeu todas suas funções.

Se você ficou mais confuso agora do que antes de ler sobre isso, não se sinta sozinho. Afinal, o assunto é complicado, e mesmo especialistas na área divergem sobre as definições.

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