Inteligência artificial pode detectar alimentos impróprios para consumo

Em artigo divulgado pelo portal Scientific American, Elaine Nsoesie, da Universidade de Boston, apresentou uma pesquisa que pode mudar e facilitar os processos de recall – retirada de produtos – do mercado. A proposta tem como base algoritmos de inteligência artificial programados para ler as análises de sites que comercializam, entre outras coisas, alimentos.

Fonte: Pixabay

Essa inteligência artificial vem em resposta a uma grande preocupação da FDA, Food and Drug Administration, que é a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Entre 2012 e 2014 os primeiros testes já começaram a ler as resenhas, identificando cerca de 20 mil produtos potencialmente perigosos (contendo coloração, cheiro ou outros aspectos alterados) - o que pôde auxiliar na detecção e retirada de lotes dessas mercadorias.

Segundo pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (APAS), conduzida pelo IBOPE, 20% é o percentual da intenção de compra de alimentos como frios e laticínios pela internet no Brasil. Além da falta de tempo, a maior variedade de produtos é o que mais motiva esse hábito no país.

A Organização Mundial da Saúde alerta ainda que, anualmente, mais de 600 milhões de pessoas adoeçam em todo o mundo em virtude do consumo de alimentos impróprios. Nsoesie acredita que a iniciativa possa auxiliar nos processos de retirada de produtos suspeitos do mercado em todo o mundo com mais agilidade.

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