Dinamarqueses mudam farol inteiro de lugar com “patins gigantes”

Dinamarqueses mudam farol inteiro de lugar com “patins gigantes”

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Você alguma vez já imaginou tirar uma edificação de um lugar e transportá-la inteirinha até outro sem desmontar nem descontruir a estrutura? Pois um time de pedreiros dinamarqueses fez essa proeza recentemente! Mais especificamente, a equipe carregou um farol de mais de um século em risco de desabar por causa da erosão a um local mais seguro – e, para isso, eles usaram uma espécie de “par de patins gigantes”.

Farol deslizante

De acordo com Louis Cheslaw, do site Condé Nast Traveler, o farol – conhecido pelo nome de Rubjerg Knude – foi construído em 1899 no norte da Dinamarca, a 200 metros de distância do mar. Entretanto, ao longo dos anos, as águas foram avançando e erodindo a praia e, nos anos 2000, somente 6 metros separavam a construção das ondas, o que significa que era apenas uma questão de (pouco) tempo até que a estrutura fosse alcançada e engolida pelo mar.

(Fonte: Condé Nast Traveler / Getty Images / Reprodução)

Por sorte, Kjeld Pedersen, um pedreiro da região muito astuto e preocupado com o futuro do farol, teve uma ideia para salvar a construção da ruína. Esse cara projetou um par de patins gigantes para transportar o Rubjerg Knude e convenceu o governo dinamarquês de que a engenhoca funcionaria – tanto que Pedersen recebeu um investimento de quase US$ 750 mil (quase R$ 3 milhões) para tirar sua ideia do papel.

Na verdade, uma iniciativa parecida já havia sido utilizada com sucesso antes na Dinamarca, quando um antigo paiol foi transportado de um local a outro, então existia precedentes para o que o pedreiro vinha propondo. Mas o caso é que, embora pareça uma maluquice, Pedersen realmente conseguiu levar o farol até um ponto mais seguro, a 80 metros do local onde ele foi originalmente construído. Muito lenta e cuidadosamente… Veja:

Só para você ter ideia, para não pôr a estrutura em perigo, o Rubjerg Knude foi movido sobre os patins a uma velocidade de mais ou menos 0,002 quilômetros por hora – e foram necessárias quase 50 horas para a operação de transporte ser concluída. Sim, foi uma baita trabalheira e, depois de salvar o farol centenário de ser engolido pelo mar, tudo o que Pedersen e sua equipe esperam é poder contemplar a construção por muitos e muitos anos e que gerações futuras tenham a oportunidade de apreciá-la também.

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