Bactéria desconhecida está se alimentado do corpo de presidiários

Bactéria desconhecida está se alimentado do corpo de presidiários

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A situação dos detentos no Brasil enfrenta cada vez mais dificuldades. Além da superlotação, os presidiários da Penitenciária Agrícola do Monte do Cristo (PAMC), no Roraima, estão enfrentando um surto genético cujos fatores de contaminação ainda são desconhecidos. A doença não tem nome, sintomas prévios ou medicação capaz de interromper o domínio da bactéria.

A Ordem dos Advogados do Brasil, secção Roraima (OAB-RR), está tentando intervir na situação para diminuir suas proporções, mas o serviço farmacêutico da PAMC é ainda muito precário, limitando as ações. Legalmente, foi enviado um relatório sobre as condições da Penitenciária e dos detentos, exigindo alguma resposta da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos.

A PAMC tem capacidade para 500 pessoas, mas abriga cerca de 1300. Esse contraste nos números é comum nas penitenciárias brasileiras.

A doença está decompondo partes dos corpos dos detentos da Penitenciária Agrícola. (Fonte: Peronico/Reprodução)
A doença está decompondo partes dos corpos dos detentos da Penitenciária Agrícola. (Fonte: Peronico/Reprodução)

A bactéria que deforma corpos

Entre os relatos de familiares dos detentos afetados, foi dito que a bactéria causa grandes feridas nas mãos e pernas dos detentos. Ao todo, 24 detidos já foram levados com pressa ao Hospital Geral de Roraima, pois, até então, a doença é grave e sem cura. Desses, 10 estão internados e os outros 14 estão tendo que lutar em plenos corredores do Hospital enquanto aguardam um espaço.

As feridas na pele começam a entrar em decomposição rapidamente, por isso é especulado que a bactéria seja proveniente da concentração de sarna e sífilis que existe, desencadeando uma doença ainda maior. Alguns detidos já não conseguem mais andar devido a rapidez com que a bactéria infecta o sistema, destruindo rapidamente a pele e a carne.

A ação da OAB pretende culpabilizar o Estado pelas condições sub-humanas as quais os presidiários são submetidos. O surto da bactéria dá respaldo para que um ofício seja feito e enviado à comunidade internacional, denunciando os maus tratos nas penitenciárias brasileiras.

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